Internacional Titulo Mais poderes

Premiê turco promete
fortalecer a polícia

Primeiro-ministro da Turquia disse que é preciso
dar para a polícia “mais poderes de intervenção”

18/06/2013 | 09:42
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AP Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que vai aumentar os poderes da polícia após a onda de protestos contra o governo. O anúncio foi feito nesta terça-feira, quando a polícia realizou incursões e deteve dezenas de pessoas suspeitas de envolvimento na violência contra as autoridades.

O governo tem sido criticado pelo uso desproporcional da força policial em protestos contra o governo, que acontecem em toda a Turquia há mais de duas semanas.

Tudo começou com uma ação brutal contra um protesto pacifico de ambientalistas num parque de Istambul, que foram a origem das manifestações nacionais e prejudicaram a imagem internacional de Erdogan.

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O premiê defendeu a polícia, afirmando que ela agiu com "contenção" e dentro de seus "direitos". Erdogan afirmou que "devemos fortalecer a polícia...para que tenha mais poderes de intervenção".

A polícia turca deteve dezenas de pessoas em suas casas e invadiu dois escritórios de meios de comunicação nesta terça-feira, numa operação coordenada em todo o país, informaram advogados e jornalistas locais.

Os oficiais invadiram as casas de cerca de 90 membros do Partido Socialista do Oprimido (ESP), um pequeno grupo de esquerda que tem atuado bastante no protesto no parque Gezi, informou a ordem dos advogados de Istambul.

A polícia também fez buscas nos escritórios do diário Atilim e da agência de notícias Etkin, ligadas do ESP, informaram as emissoras turcas NTV e CNN.

De acordo com a NTV, 30 pessoas foram detidas na capital Ancara e outras 13 da cidade de Eskisehir, noroeste do país, numa ação realizada em 21 províncias.

Pela lei turca, os detentos podem ser interrogados por quatro dias antes de serem levados ao tribunal para serem libertados ou indiciados. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.




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