Assembleia Montadora oferece primeira parcela no valor de R$ 6.800; é a terceira recusa e negociações seguem
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Os trabalhadores empregados na planta da GM (General Motors) de São Caetano, definitivamente, não estão satisfeitos com o valor da PLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados) oferecido pela montadora. Ontem à tarde, reunida em assembleia, a categoria recusou pela terceira vez a proposta patronal, que determinava como primeira parcela o valor de R$ 6.800. Os trabalhadores deixaram claro que a luta é por R$ 7.600 - e nada a menos do que R$ 7.000.
"Em 2012, o primeiro pagamento foi na ordem de R$ 6.600, ou seja, a proposta atual, ainda assim, estava acima daquela aprovada no ano passado", frisa o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Francisco Nunes Rodrigues.
Ele explica que, no ano passado, o valor da PLR foi de R$ 15.355,86 porque os trabalhadores superaram as metas de produção, atingindo níveis acima do 100%. "Sempre conseguimos ir além do previsto. Esse resultado extra é um plus na nossa PLR."
NEGOCIAÇÃO - Ontem, o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, adiantou que uma nova rodada de negociação com a empresa já está marcada para a manhã de hoje e que na parte da tarde (por volta das 15h30) levará para assembleia o resultado desta mesa-redonda.
Vale lembrar que o valor total da PLR está diretamente relacionado com a meta de produção. Neste ano, os 12,5 mil funcionários da planta fabril de São Caetano devem produzir 341 mil unidades para atingir 80% da meta; 370 mil veículos representam 100% do previsto e 394 mil equivalem a 120% da produção.
Em São José dos Campos, no Interior, onde a companhia possui outra unidade, os trabalhadores aprovaram o valor da primeira parcela da PLR, de R$ 8.320, que será paga no fim deste mês. O restante, que depende da meta a ser alcançada neste ano, será depositada em janeiro.
FECHADO - Na Mercedes-Benz, a PLR deste ano já foi aprovada e definida pelos funcionários da fábrica de São Bernardo. A primeira parcela já foi paga e a segunda será quitada no fim do ano.
Segundo trabalhadores que entraram em contato com a equipe do Diário, a PLR pode chegar a R$ 16 mil, o que depende dos trabalhadores ‘baterem' a meta de produção deste ano.
A negociação envolve 12 mil empregados horistas e mensalistas da fábrica instalada no Grande ABC. O valor não foi confirmado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
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