Publicado em sexta-feira, 18 de abril de 2003 às 19:37

Diário do Pesca: corvinas de água doce do Rio Grande


Jair Rigotti
Especial para o Diário

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Uma espécie de peixe originária da Bacia Amazônica - e conhecida por lá como pescada do Piauí - tem feito muito sucesso por aqui, mais especificamente nas águas do Rio Grande, na divisa de São Paulo com Minas Gerais. Conhecida em nosso Estado pelo nome de corvina de água doce, já que pertence à mesma família da corvina de água salgada, é muito parecida com ela. Essa espécie tem proporcionado boas pescarias e muita diversão aos pescadores esportivos. É um peixe que pode atingir bom tamanho e peso até 8 kg, tem cor prateada e linha dorsal bem evidente. É uma espécie carnívora e caça em grandes cardumes, fator que faz com que a pesca seja farta quando nos deparamos com um deles. Os exemplares maiores ficam em grupos menores e numa profundidade maior, tanto que, na pesca muito no fundo, esse peixe sofre os efeitos da descompressão ao ser trazido para a superfície muito rapidamente. Nesse caso, ele não pode ser devolvido, já que fatalmente morrerá. Sendo assim, o melhor a se fazer é embarcar o peixe, que tem uma carne de bom sabor, branquinha e com poucos espinhos.

Dentre todos os locais em nosso Estado onde se pode capturar a corvina, as minhas melhores pescarias foram feitas na cidade de Porto Colômbia, adiante de Barretos e na divisa do Estado, cerca de 550 km da capital. Há na cidade várias boas pousadas, todas voltadas ao turismo da pesca onde o pescador pode conseguir barcos, motores e piloteiros. Um dos melhores locais para a pesca da corvina nesse lugar é na desembocadura do Rio Pardo. Nesse ponto do rio, muitos barcos costumam ficar poitados e capturando bastante corvinas, mas todas de tamanho pequeno a médio. Em outros pontos do rio, menos batidos pelos pescadores, é possível capturar exemplares maiores.

As melhores iscas para captura das corvinas são o lambari e a tuvira pequena, mais indicada para a pesca das corvinas de maior tamanho.

O equipamento para a pesca é bastante simples: basta uma vara de categoria leve-médio, linha em torno de 0,30 a 0, 40 mm com um chumbo na ponta e um ou dois anzóis de tamanho proporcional ao peixe que se deseja fisgar. A corvina não é de brigar muito, mas exemplares de bom tamanho podem propiciar bons momentos de diversão. Um dos principais macetes na pesca da corvina é descobrir em que altura o cardume está pegando no dia. Por isso, antes de mais nada, o pescador deve experimentar a pesca em diferentes profundidades até descobrir qual a que mais resultados apresenta. Quando achar o ponto certo, faça uma marcação para não perder a altura. Esta marcação poderá ser feita com uma fita crepe para nas futuras descidas de linha, você não perder o ponto do cardume.



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