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Economia

Publicado em domingo, 20 de maio de 2012 às 07:00 Histórico

Região registra a abertura de 7.442 empresas até abril

O Grande ABC ganhou 7.442 empresas de janeiro a abril, volume 25,3% maior do que no mesmo período do ano passado. O montante de novos negócios corresponde a 1,3% do total de companhias que abriram as portas no primeiro quadrimestre em todo o País, 574.385.

Os dados foram extraídos do Empresômetro, ferramenta do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), que funciona como um censo das empresas brasileiras.

Conforme explica o presidente do IBPT, João Elói Olenike, fazem parte do levantamento companhias de todos os portes. "Incluímos todas as atividades que têm registro na Junta Comercial dos Estados e na Receita Federal."

São Bernardo é a cidade que mais abriga o lançamento de negócios da região, com 2.472 empresas. Santo André vem na sequência, com 2.094 companhias. Depois, aparecem Diadema (1.062), Mauá (859), São Caetano (547), Ribeirão Pires (318) e Rio Grande da Serra (90).

Na avaliação do presidente do IBPT, no País há profissionais empenhados em montar o próprio negócio. "Apesar de o governo não estimular a abertura de empresas como deveria, o brasileiro tem a forte característica de empreendedor."

Prova disso é que a maioria das pessoas que estão à frente dos negócios foi registrada como empreendedor individual. "Muitas das atividades são desempenhadas por pessoas que ganham até R$ 5.000 por mês e decidiram formalizar o negócio por meio da figura jurídica que tem os impostos subsidiados", conta Olenike.

Por terem receita menor, os integrantes dessa modalidade também pagam taxas de impostos mais modestas. Por mês, contribuem com valores entre R$ 32,10 e R$ 37,10. A maior parte, quantia de R$ 31,10, vai para a Previdência Social, R$ 5 vão para o ISS (Imposto sobre Serviços) e R$ 1 para o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).

SETORES- Embora o Grande ABC seja tradicionalmente conhecido por suas indústrias, os novos negócios têm sido constituídos em outras áreas. A maioria das companhias abertas nas sete cidades, de janeiro a abril, atua em comércio e serviços.

O comércio varejista de vestuário liderou o lançamento dos negócios, com 484 lojas. No mesmo período em 2011, foram 308. De lá para cá, houve aumento de 57,1%.

Outra atividade de destaque na região é a de cabeleireiro, que responde por 379 do total de empresas. No ano passado, o volume era de 270, ou seja, há 40,3% negócios a mais.

A explicação para o crescimento da abertura de negócios nesses ramos de atividade está no aumento do poder de compra da população, principalmente com a ascensão das classes C e D, que incrementaram a receita dos estabelecimentos já existentes e incentivaram a abertura de outros.

Pensando nisso, Olenike conta que o Empresômetro vai oferecer serviço de geolocalizador aos empresários interessados, mas o seu preço ainda não foi definido. "Antes de abrir um negócio, será possível verificar quantas empresas existem no ramo (que pretende atuar) e quantas delas estão no entorno da área em que se pretende instalá-lo."

 

Informações serão disponíveis gratuitamente

 

A partir de junho as informações sobre as empresas existentes em todo o País estarão disponíveis, gratuitamente, no site do Empresômetro (www.empresometro.com.br), ferramenta elaborada pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).

O presidente do IBPT, João Elói Olenike, define o Empresômetro como o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) das empresas. "Há tempos notávamos que havia dificuldade para obter uma radiografia dos negócios no Brasil. Além disso, existe forte necessidade de se fazer esse levantamento no mercado."

Olenike conta que qualquer pessoa poderá realizar pesquisa por Estado, município, tipo de atividade, tipo jurídico, como SA (Sociedade Anônima), Limitada, Eireli (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), EI (Empreendedor Individual), cooperativa, consórcio, comandita, estrangeira, entidade de fins não-econômicos, fundos e órgão público.

"Isso vai gerar uma revolução para as entidades de classe, que poderão mapear quantas empresas existem no setor, por cidade. Muitas vezes elas deixam de recolher a contribuição sindical por desconhecer a existência das companhias", estima o presidente do IBPT.



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