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Nacional

Publicado em sexta-feira, 17 de dezembro de 1999 às 19:24 Histórico

Governo divulga lista de famílias assentadas em 99 no dia 22

O presidente Fernando Henrique Cardoso divulga no próximo dia 22 a lista de 85 mil famílias assentadas este ano pelo programa de reforma agrária. O ministro da Política Fundiária e do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, disse nesta sexta-feira que o número de famílias assentadas nos dois governos de Fernando Henrique poderá ficar entre 650 e 700 mil. Segundo o ministro, a lista será apresentada em solenidade no Palácio do Planalto, como ocorreu nos últimos quatro anos, quando o governo anunciou 287 assentamentos no programa.

O ministro antecipou que pretende superar novamente a meta do governo, assentando mais de 85 mil famílias no ano 2000, mas deixou claro que a prioridade será a qualidade dos assentamentos, com mais investimentos em assistência técnica e produtividade.

Jungmann preferiu nao dar entrar em detalhes sobre o programa de reforma agrária, uma vez que muitas decisoes estao sendo tomadas pelo Conselho Nacional do Desenvolvimento Rural. "Podemos dizer que a qualidade vai ser o centro da questao na reforma agrária". Ele quer antecipar a liberaçao dos empréstimos da agricultura familiar no ano que vem, cujo ritmo este ano nao o satisfez. "Retardamos um pouco".

Apoio - o Partido Popular Socialista (PPS) manifestou nesta sexta-feira apoio ao cancelamento de cadastros de 3.065 latifúndios no país, anunciado nessa quinta-feira pelo ministro Jungmann. Em nota, assinada pelo presidente do partido, senador Roberto Freire (PE), o partido diz que a iniciativa "merece o apoio de todas as forças democráticas brasileiras" e é "um passo importante para combater o latifúndio improdutivo e os grupos de grilagem que se organizam em torno dele".

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) anunciou nesta sexzta-feira que vai promover a ocupaçao de todas as terras que forem tomadas de latifundiários que provomem a grilagem, mas evitou apoiar abertamente a iniciativa de Jungmann. Um dos coordenadores nacionais do MST, Gilberto Portes, disse que o movimento "só vai acreditar (no cancelamento dos cadastros) quando as terras estiverem sendo utilizadas para a reforma agrária".



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