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Economia

Publicado em sábado, 5 de maio de 2012 às 07:28 Histórico

Trabalhador da construção civil tem reajuste

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Os trabalhadores da construção civil conquistaram reajuste de 7,47% em seus salários. Os presidentes do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), Sergio Watanabe, e do Sintracon (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), Antonio Ramalho, assinaram ontem a Convenção Coletiva de Trabalho relativa à data-base de 1º de maio.

Na avaliação de Ramalho, foi um acordo razoável considerando o período em que o setor está atravessando, haja vista que algumas construtoras de grande porte estão com seus balanços negativos. "Conseguimos aumento real de 52,47% sobre o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que está em 4,9%. No ano passado, foram 49% de alta. Talvez esse foi o maior aumento da história", explica. Em outras palavras, foram 2,57% ganhos já descontada a inflação.

O rendimento dos serventes, vigias, auxiliares, contínuos e demais funções que não demandem formação profissional subiu para R$ 979 mensais ou R$ 4,45 por hora. O piso de pedreiros, armadores, pintores, gesseiros, carpinteiros e demais trabalhadores qualificados passou a R$ 1.168,20 mensais, ou R$ 5,31 por hora. Para os demais profissionais qualificados em obras de montagem de instalações industriais, o salário-mínimo foi para R$ 1.427,80, ou R$ 6,49 por hora. O valor do tíquete-refeição subiu de R$ 13,80 para R$ 15 e o vale-supermercado mensal passou de R$ 140 para R$ 150.

NA REGIÃO - No Grande ABC o acordo ainda não foi fechado e será discutido na semana que vem. Os trabalhadores da construção civil no Grande ABC querem aumento de 10% e cesta básica no valor de R$ 300. E, segundo o secretário-geral do Sintracon de São Bernardo e Diadema, Cláudio Bernardo da Silva, se não conseguirem acordo, haverá greve.

Nas sete cidades ainda é distribuída cesta básica aos funcionários do setor, em vez de vale-supermercado. No entanto, hoje ela é medida pelo peso, e tem 36 quilos. Há três anos, ela pesava 30 quilos e, dois anos atrás, a categoria conquistou o direito de recebê-la em casa.



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