Publicado em sexta-feira, 17 de setembro de 2010 às 07:21

Prédio no Sacadura Cabral servirá à Educação


André Vieira
Do Diário do Grande ABC

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A Prefeitura de Santo André vai reativar a escola Professor José do Prado Silveira, que funcionou durante 30 anos no bairro Sacadura Cabral e está fechada desde 2004.

O terreno e a estrutura da unidade de ensino, que pertenciam ao governo do Estado, foram repassados para a administração municipal.

Nos últimos anos, a área, na Rua Lauro Muller, foi alvo de disputa entre as autoridades, que tinham projetos diferentes para o local.

No espaço, a Prefeitura irá montar uma Emeief (Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental) com capacidade para cerca de 700 alunos.

Os estudantes que estão hoje na Emeief Maria Delphina Neves, que funciona ao lado, serão transferidos para essa nova escola.

No prédio da Maria Delphina Neves, a Prefeitura irá construir creche para atender entre 200 e 220 crianças de zero a 3 anos.

"Com isso, atendemos a demanda do bairro", afirmou a secretária de Educação Cleide Bochixio.

Para a titular da Pasta, que trabalhou na antiga escola estadual na década de 1990, a reativação tem também caráter simbólico.

"A escola tem um sentido histórico para o bairro, muita gente da comunidade estudou nela, inclusive um dos engenheiros que vai participar agora da reforma."

O nome da unidade, que homenageia educador de Santo André, será mantido, assim como a futura creche será Maria Delphina Neves.

Segundo a secretária de Educação, o esqueleto da escola está conservado, mas será preciso fazer reformas elétricas e hidráulicas.

O espaço terá 14 salas de aulas e uma quadra poliesportiva coberta. A primeira fase da reforma custará R$ 1,138 milhão. A segunda metade dos trabalhos será iniciada no ano que vem, o orçamento complementar ainda não foi definido. A expectativa é de reabrir a unidade de ensino no segundo semestre de 2011. Aos fins de semana, a escola ficará aberta para comunidade utilizar as instalações em atividades de educação e lazer. s

 

Ex-diretora liderou movimento contra derrubada

A escola Professor José do Prado Silveira já foi cotada para abrigar unidade da Fundação Casa. Tudo começou em 2007, quando o governo do Estado tentou demolir o que restou do prédio para construir os internatos. Contra o projeto, a vizinhança se manifestou e conseguiu barrar a obra, que foi parar na Justiça.

À frente dos movimentos para a reativação da escola, esteve a educadora Maria Marlene Garcia, 60 anos, ex-professora e diretora da unidade.

"Na época era proibido abrir sábado e domingo, mas eu fazia contra a lei. Quando o governo reclamava, eu dizia: ‘Façam leis que prestem que eu cumpro.'" Emocionada com a notícia, a professora falou que não passa um dia sem se lembrar dos velhos tempos. "Acho, na verdade, que minha alma continua por ali." (André Vieira)



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