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Descentralização da farmácia de alto custo segue sem previsão

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Retirada de remédios no Poupatempo de São Bernardo aguarda liberação do Estado


Vanessa de Oliveira

13/06/2018 | 07:00


 Anunciada em 27 de março pelo governo estadual e com previsão de operação dentro de 90 dias a partir de então, prazo que vence neste mês, a descentralização da farmácia de alto custo do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, para o Poupatempo de São Bernardo segue sem data para iniciar. Em resposta aos questionamentos do Diário, a Secretaria de Saúde do Estado informou que “não há novidades sobre a questão”.

A equipe de reportagem esteve no Poupatempo e, segundo funcionária da unidade, o local destinado à farmácia de alto custo já está pronto. “Vai ser no espaço onde ficavam os Correios, mas ainda não tem previsão de quando será aberto”, comenta. Outra trabalhadora confirma que não há prazo para o início dos trabalhos.

De acordo com o prefeito Orlando Morando (PSDB), a administração “dará o suporte naquilo que for necessário” e aguarda a Secretaria Estadual de Saúde realizar os ajustes para a transferência.

Não foi identificada nenhuma movimentação de trabalhadores na área, que conta com seis guichês para atendimento. Assim que começar a funcionar, o local tem estimativa de atender cerca de 12 mil pacientes por mês – um terço do total de usuários que retiram remédios mensalmente na unidade instalada no complexo hospitalar andreense.

Enquanto a descentralização não ocorre, os moradores da região que necessitam de remédios de alto custo seguem tendo de aguardar longos períodos na fila da farmácia de alto custo do Hospital Estadual Mário Covas. A espera para retirada dos itens chega a demorar três horas.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde pontua que o Poupatempo de São Bernardo servirá como “piloto” para a implantação de outras farmácias em outros equipamentos públicos localizados em pontos estratégicos do Grande ABC, a serem definidos mediante análises técnicas pelos órgãos envolvidos. Não foi informado, entretanto, prazo para o início do serviço.

Em abril, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC deliberou proposta de que a descentralização da farmácia de alto custo do Hospital Estadual Mário Covas tenha início simultaneamente e não apenas por São Bernardo. No entanto, por ora, a Secretaria Estadual de Saúde diz que segue em articulação com as prefeituras do Grande ABC para efetivar a ação. A distribuição de medicamentos também será feita nos Poupatempos de Santo André e Mauá. 

Em Diadema, que também possui o equipamento, mas não integra o Consórcio regional, o prefeito Lauro Michels (PV) declarou ao Diário em abril que depende de custeio total do governo estadual para que a iniciativa ocorra no município, já que não conseguirá arcar com a contrapartida necessária.

Em São Caetano existe a ideia de que o Centro de Saúde Dr. Manoel Augusto Pirajá da Silva oferte o serviço. 



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