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Igualdade já!


Do Diário do Grande ABC

16/05/2018 | 11:37


Artigo

Mulher tem certa dificuldade de entender as diferenças entre discriminação, preconceito e estigma social porque é capaz de observar e, se for o caso, vivenciar tudo junto, só por ser mulher. No mercado de trabalho não é diferente. Elas sofrem preconceito porque mostram fragilidade e insegurança ou força e assertividade. São estigmatizadas porque têm TPM, ficam grávidas, são muito velhas ou muito novas, discretas ou extravagantes e a lista segue...

É fato: mulheres ganham menos, ocupam poucas cadeiras nas diretorias, conselhos etc. De acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2015, o rendimento médio dos brasileiros era de R$ 1.808, mas a média masculina era mais alta (R$ 2.012) e, a feminina, mais baixa (R$ 1.522). Em reportagem do jornal O Globo em fevereiro, com base nos bancos de dados do governo, dentre os 425 dirigentes da administração federal, apenas 36 são mulheres. E estudo conduzido pelo Insper, junto com a consultoria Talenses, apontou que somente 8% de 339 empresas pesquisadas são presididas por mulheres.

Os dados não mudam quando olhamos para fora do País. No ranking das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, da revista Forbes, em 2017 havia apenas 11 mulheres ocupando o primeiro cargo na linha de comando. Outro dado: o estudo Women in the workplace 2017, com 222 empresas pela consultoria McKinsey&Company, indicou que as mulheres são encontradas em 48% dos cargos de entrada, mas ocupam apenas 21% dos de presidente.

Diante disso, elas precisam trabalhar e estudar mais horas, relevar os assédios e renunciar à vida privada. Sim, homens também são discriminados, sofrem com preconceitos e estigmas. Claro que trabalham, estudam mais horas e renunciam à vida privada quando necessário. A igualdade a que me refiro não é ideológica. Definitivamente não somos todos iguais e isso é muito bom! No entanto, na carreira profissional, quando resolvem empreender ou conquistar posição executiva, elas partem no segundo ‘pelotão’, enquanto eles ganham na ‘largada’. Mas, se a competência independe de gênero, por que as mulheres saem atrás?

Há ainda espaço para crescer e as mulheres ainda precisam de apoio para encontrar posição no ‘pelotão’ que todos e todas um dia, no futuro, ocuparão igualmente, se tudo evoluir.

É por isso que estamos assistindo à proliferação de campanhas e grupos de apoio, com ações que estimulam mulheres a reconhecerem suas qualidades e desenvolverem seu potencial, criando rede de ajuda para enfrentar as armadilhas que estigmas e preconceitos impõem na trajetória profissional delas. Igualdade já!

Gilda Goldemberg é diretora de Associados da ICF Capítulo Regional-RJ e integrante do Grupo Nikaia.

Palavra do leitor

60 anos
Parabéns, Diário, pelos 60 anos dedicados a nos informar sobre o Grande ABC, o Brasil e o mundo. Torço para que possamos desfrutar deste jornal ainda por muitos e muitos anos. Obrigado por esta coluna Palavra do Leitor, sempre tão democrática. E, por favor, repensem a continuidade das entrevistas de 60 anos.
Carla Dominique
Rio Grande da Serra

Elementos
Tenho 71 anos e cheguei a presenciar muitos fatos em nosso País. Mas nunca imaginei que chegaria ao limite do degradante. Imagino que em países mais sérios certos elementos que há aqui já teriam sumido da face da Terra, ou tinham virado cardápio de jacaré ou tubarão. Infelizmente não sabemos mais em quem confiar. E, agora, mais essa: estão planejando tirar toda a autoridade do juiz Sérgio Moro! De País que não respeita a mais alta autoridade, o que se espera? Se o juiz fosse trabalhar como delegado em qualquer distrito, e prendesse um ladrão de bicicleta, de galinha, bêbado, seria mais respeitado, porque esses cidadãos não iriam atrás de advogados para tirá-los da cadeia. Infelizmente é assim que funciona a máquina. Eu, mais jovem, encontraria lugar mais sério, no qual haja respeito, já que aqui não somos respeitados. Cheguei a contar 47 verbas destinadas a muitos setores, mas nunca chegaram ao destino. Infelizmente é assim que funciona a máquina. É confiar em Deus e ponto final!
Isael Ribas
São Bernardo

Atenção!
Anistia e amnésia, embora tenham a mesma raiz etimológica, não querem dizer a mesma coisa. A primeira significa perdão, e, a segunda, esquecimento. Perdoar, como bons cristãos, até se admite. Mas esquecer, jamais. Portanto, prestemos bastante atenção no que acontece na Prefeitura de São Bernardo. É simplesmente absurdo que um cidadão se aproveite de seu cargo (secretário de Assuntos Governamentais e presidente da Fundação ABC – já demissionário) para fazer parte de rede de corrupção no setor de Educação (merenda), ou seja, impedindo que as crianças da rede pública recebessem alimentos nutritivos. E isso para obter ganhos com essa prática indecorosa. Lamentável! Aliás, a atual gestão precisa esclarecer essa situação, tal como nas Pastas do Esporte e Gestão Ambiental.
Luizinho Fernandes
São Bernardo

O foro
Estão começando surgir os primeiros resultados do novo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre foro privilegiado, essa excrescência da vida pública nacional, diga-se de passagem. Até o momento, 44 processos de parlamentares, entre eles o de Aécio Neves e Tiririca, foram enviados para o juizado de primeira instância, o que pode significar maior rapidez e menor probabilidade de impunidade no julgamento das ações penais. Alguns desses processos estavam mofando há mais de 15 anos no STF, muitos a caminho da prescrição de prazo, razão pela qual a classe política luta com unhas e dentes para manter tal privilégio. Se o Legislativo não está cumprindo sua missão – que é legislar –, parabéns ao STF ao tomar essa iniciativa, que vai ao encontro dos anseios da Nação. Vale lembrar que ainda são mais de 50 mil brasileiros agraciados com essa indecência. Esperamos que em primeira instância apareçam novos juízes como Moro, Bretas, Vallisney etc, que representam mudança de paradigma. Foram o que de melhor surgiu na esfera judicial nas últimas décadas.
Mauri Fontes
Santo André

Prevenção
A tragédia da esquerda com a conivência da direita. Diante do incêndio e desabamento de prédio no Largo do Paissandu, Centro de São Paulo, ficou nítido que todos – da direita e da esquerda – tinham conhecimento do que poderia acontecer. E aconteceu! Simplesmente porque a direita e a esquerda praticam inúmeras políticas, menos a de prevenção. Aqui, multa-se sem antes prevenir. Aqui, faz-se a dolorosa desocupação sem antes prevenir. Enfim, nós, brasileiros, esperamos que após essa tragédia a política de prevenção seja prioridade para todos os partidos.
Maria G. Hernandes
São Bernardo 



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