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Lançamentos voltam a crescer após 4 anos

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mercado imobiliário registrou 2.860 novas unidades na região em 2017; Diadema é destaque


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

22/03/2018 | 07:24


O mercado imobiliário do Grande ABC começa a dar sinais de recuperação. Conforme a pesquisa da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), o número de lançamentos aumentou em 23,8% em 2017, na comparação com 2016, passando de 2.311 unidades para 2.860. Trata-se do primeiro crescimento desde 2012, quando o montante era praticamente quatro vezes maior e chegava a 9.012 unidades.

O volume de vendas diminuiu 9%, passando de 2.645 para 2.457 imóveis, no entanto, apesar da queda, o ritmo foi bem mais lento do que em anos anteriores. Nesse cenário, o estoque (unidades com até três anos após a construção) nas cinco cidades – os dados não consideram Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra – também recuou, 23%, chegando a 3.081 unidades. Para o presidente da Acigabc, Marcos Vinícius Santaguita, os números são positivos para o setor, e resultam do reaquecimento da economia. “As empresas estão sentindo mais segurança para investir. Em relação aos consumidores da nossa região, mais sensível ao setor automotivo, tivemos reação em cadeia. As indústrias voltaram a contratar e pararam de demitir, o que trouxe mais segurança para investir em imóvel. Se analisarmos isoladamente o dado de vendas, ele é negativo, mas devemos considerar a venda sobre a oferta, que estava constante, e no fim do ano se recuperou bem, tanto que o estoque caiu.”

Os dados positivos foram impulsionados principalmente por Diadema, que registrou o maior número de lançamentos (1.202), com 42% do mercado. O volume mostra crescimento de 262% em relação a 2012. Segundo Santaguita, o resultado se deve, principalmente, ao foco das empresas em empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida, ou seja, de padrão mais popular. A cidade vendeu 463 unidades, ficando atrás somente de Santo André (783) e São Caetano (631), que também se destacou nos lançamentos (648), sendo o segundo município que mais lançou.

Em compensação, São Bernardo despencou o total de lançamentos em 71% (246), representando somente 14% do mercado, e foi o segundo menor em número de unidades vendidas (345), superado somente por Mauá (235). O presidente afirma que há necessidade de revisão no plano diretor de São Bernardo, que regula o coeficiente de aproveitamento da construção e não é alterado desde a gestão anterior.

A projeção para 2018 é que o mercado consiga crescer em 10%. Porém, a região só deve alcançar novamente a média de lançamentos, estimada em 6.688 unidades anuais, daqui a três ou quatro anos. “Acreditamos numa recuperação gradativa, que só não deve ser ainda maior neste ano por conta de eventos como a Copa do Mundo e as eleições presidenciais, além da grande quantidade de feriados”, afirmou Santaguita.

Desde 2017, a pesquisa também passou a considerar dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), que além das associadas inclui números de empresas que são de fora, mas investem na região. A metodologia também foi incorporada aos números de 2016. 



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