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Após confusão em clássico no Recife, PM critica estrutura da Ilha do Retiro



08/03/2018 | 15:33


A Polícia Militar de Pernambuco culpou a estrutura do estádio da Ilha do Retiro pela confusão que deixou 60 feridos nas arquibancadas no clássico pernambucano desta quarta-feira entre Sport e Santa Cruz, no Recife, em rodada do Estadual. Em comunicado, a corporação disse ter realizado o procedimento adequado e se isentou de culpa.

A confusão teve início ainda no primeiro tempo do jogo, quando a PM foi recolher um sinalizador que esteve com um torcedor no trecho da arquibancada em que fica a torcida visitante - o artefato é proibido nos estádios. Segundo o comandante do Batalhão de Choque, tenente-coronel Cézar Moraes, o tumulto começou quando o torcedor que detinha o sinalizador estava sendo retirado do local.

"Ao notar o sinalizador, nossa patrulha foi calmamente até o responsável, fez a imobilização e o retirou pela lateral, como deve ser feito", afirmou Moraes. "Um grupo começou a correr, de cima para baixo. A estrutura da arquibancada é inapropriada para isso. Quem está na parte inferior não vê o que está acontecendo. Só é empurrado e naturalmente cai, muitas vezes se machucando", acrescentou o policial.

Das 60 pessoas feridas, 25 tiveram que ser levadas para Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Em determinado momento da confusão, seis ambulâncias chegaram a estar no gramado. Havia mulheres e idosos entre os feridos. De acordo com a PM, os policias ajudaram no socorro às vítimas e não tiveram culpa no tumulto, que ficou mais grave após o policiamento usar gás de pimenta para conter torcedores que tentaram invadir o gramado.

"Precisávamos abrir o portão para retirar os feridos e possíveis integrantes de torcidas organizadas queriam se valer do momento dramático para tumultuar ainda mais o espetáculo", disse o tenente-coronel.

A PM ainda informou que evitou brigas entre integrantes das torcidas organizadas das duas equipes antes do clássico, identificando e monitorando os torcedores pela internet. "Sufocamos os planos desses grupos e impedimos que eles transtornassem a vida dos cidadãos, que não têm nada a ver com essas pessoas", disse o major Eliel Aquino, responsável pela ação.

Para o próximo clássico entre Sport e Santa Cruz (o desta quarta terminou em 1 a 1), marcado para o dia 14 de março, novamente na Ilha do Retiro, é possível que haja aumento no contingente policial que atuará dentro e fora do gramado. No jogo desta quarta, havia 386 policias. "Já temos um número programado de profissionais que atuam em clássicos, então se houver necessidade de mudança, ainda vamos colocar em discussão", garantiu o tenente-coronel Cezar Moraes.



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