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Candidatos loteiam o governo antes da eleição, diz Chequer

Oswaldo Corneti/Fotos Públicas  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pré-postulante ao Palácio dos Bandeirantes pelo Novo foi fundador do movimento Vem Pra Rua, que impulsionou impeachment de Dilma


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

05/03/2018 | 07:00


 Pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes pelo Partido Novo, o empresário Rogerio Chequer criticou o loteamento da máquina pública em troca de apoio eleitoral, em entrevista ao Diário.

Paralelamente à crítica ao toma lá dá cá, Chequer confirmou que está disposto a celebrar alianças partidárias e que pretende “conversar com qualquer pessoa de qualquer partido”. “Existe tradição de os candidatos a governador no Estado de lotearem o governo já durante a campanha. Isso mata a criança antes de ela nascer porque, quando eles chegam ao poder, não podem mais fazer o que tem de ser feito porque o rabo já está preso com os doadores da campanha e com quem os apoiou. Vamos fazer campanha completamente diferente, para termos a liberdade de fazer no mandato o que tem de ser feito à população”, disse, ao emendar que não está procurando aliados, mas que “há possibilidade de fazer alianças se algum grupo ou partido estiver disposto a se alinhar aos princípios do Novo”.

Protagonista do movimento Vem Pra Rua, Chequer ficou conhecido pela atuação do coletivo durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT). “Estou vindo de um movimento de mobilização que usou a tecnologia para agregar e agrupar grande número de pessoas que tinham o mesmo interesse. No ano passado, diante de vários convites que tive para me candidatar, descobri o Partido Novo, com o qual eu percebi que tenho enorme alinhamento de valores e de ideologias.”

O empresário rejeitou a possibilidade de ter o projeto eleitoral ao governo paulista prejudicado por críticas de que o Vem Pra Rua, do qual fez parte, tenha abrandado os questionamentos ao governo do presidente Michel Temer (MDB), que também foi alvo de denúncias de corrupção. “Espero que elas (possíveis críticas) contaminem positivamente porque o Vem Pra Rua foi o único movimento que se posicionou a favor do afastamento de Temer. Até onde eu sei, o MBL (Movimento Brasil Livre) não”. Diferentemente da atuação pró-impedimento de Dilma, as manifestações convocadas durante as denúncias contra Temer não pediram explicitamente a saída do emedebista.



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