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Códigos da arte

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Artista plástico Alexandre Frangioni faz uso de QR Code em exposição na Casa do Olhar


Vinícius Castelli

14/02/2018 | 07:33


Em tempos em que tudo muda a uma velocidade incrível, no universo da arte não é diferente e ela se reinventa sem se preocupar com regras. É com nova proposta que o artista plástico paulistano Alexandre Frangioni ilustra a exposição Códigos, que toma conta da Casa do Olhar Luiz Sacilotto (Rua Campos Sales, 414), em Santo André.

O artista contemporâneo, que faz sua estreia em Santo André, apresenta na mostra sete obras inéditas produzidas por ele este ano. Nelas, todas feitas em formato QR Code, o visitante que tiver o aplicativo instalado em seu aparelho celular poderá lê-lo e, assim, acessar sete espaços culturais do município, com foco em informações artísticas, por meio de materiais virtuais. É uma espécie de passeio pela cidade sem sair do lugar.

Uma das peças expostas, por exemplo, remete ao Teatro Municipal da cidade. Por isso, o QR Code foi composto por tecido aveludado vermelho, que representa a cortina do espaço histórico. “Há também a madeira, como se fosse o piso do local, e uma parte que é como se fossem as poltronas”, explica o criador.

Há uma outra peça que dá ao visitante informações sobre Museu de Santo André Dr. Octaviano Armando Gaiarsa. “O piso do museu é algo bem característico e está na obra”, destaca Alexandre. Quem nunca teve a oportunidade de estar no espaço, que fica na Rua Senador Flaquer, pode, portanto, conhecê-lo na mostra. A Biblioteca Nair Lacerda, a Escola Livre de Teatro e a Casa da Palavra Mário Quintana também fazem parte do projeto apresentado pelo paulistano.

Frangioni explica que a experiência virtual promovida pelas peças vai além da história dos aparelhos públicos. “Não é apenas entrar em um site. A ideia é ter uma interação com visão mais artística”, explica. Boa parte do material apresentado a partir da leitura do QR Code artístico é vídeo e tudo foi produzido pelo artista.

Para Frangioni, formas diferenciadas de se fazer arte são algo natural para os tempos de hoje. A ordem é se adaptar. “As produções contemporâneas têm expandido muito suas representações. Você pode utilizar todos os recursos que estão disponíveis.”

Outra reflexão proposta pela sua arte, segundo ele, é mostrar o quanto a vida por trás do computador e celular toma nosso tempo e como tudo pode se confundir. “Às vezes, a gente deixa de viver certas coisas, de fato, para se dedicar ao virtual. Então, fica aqui o questionamento.”

A Casa do Olhar fica na R. Campos Sales, 414, e a mostra segue em cartaz até 3 de março. A visitação pode ser feita de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados, das 10h às 15h. A entrada é gratuita.
 



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