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Demanda por moradias na região terá alta de 20,8% daqui 30 anos

Número menor de ocupantes por domicílio é uma das explicações


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

06/02/2018 | 07:00


 Projeção da Fundação Seade divulgada ontem aponta que a demanda por moradias no Grande ABC terá alta de 20,79% daqui a pouco mais de três décadas. Conforme o estudo, serão 1,08 milhão de domicílios entre as sete cidades em 2050, o que significa 187,4 mil novas residências – provavelmente verticais. Em contrapartida, no mesmo período, a população regional sofrerá elevação de apenas 1,15% – com ganho de 30,7 mil indivíduos. O cenário é resultado da redução do número médio de habitantes por imóvel, motivado pela queda acentuada da fecundidade e também pela elevação dos divórcios.

“À medida em que o número médio de moradores por domicílio cai – a taxa baixará de 3,21 para 2,47 pessoas por residência –, passa a ser necessária a existência de mais domicílios para atender a mesma população. Trata-se de tendência que já é muito forte na Europa”, observa o demógrafo da Fundação Seade Carlos Eugênio Ferreira.

Com exceção de São Caetano, única cidade em que não será observada alta na demanda por moradias – pelo contrário, haverá baixa de 1% –, o Grande ABC segue a tendência da Capital e do Estado (veja arte abaixo). “As cidades crescem, no geral devido ao processo de verticalização e isso tende a manter o setor imobiliário aquecido”, considera Ferreira. No caso do menor município da região, o processo inverso se dá em razão da falta de espaço físico para o avanço do número de imóveis e também pela queda da quantidade de moradores em 12,09%.

As informações sobre o futuro, ressalta o demógrafo da Fundação Seade, têm o propósito de auxiliar governantes a pensar políticas públicas e, com isso, evitar problemas futuros, sobretudo do ponto de vista de habitação inadequada e saneamento.

MUDANÇA

O número de registros de nascimentos nas sete cidades teve queda de 35,6% nos últimos 30 anos. Os cartórios do Grande ABC emitiram 53.627 certidões em 1984 contra 34.501 documentos em 2014. A diminuição está diretamente relacionada à participação da mulher no mercado de trabalho e ao avanço da escolaridade.

Com isso, em 2050, a estimativa é a de que um a cada três moradores do Grande ABC tenha 60 anos ou mais. Conforme a projeção da Fundação Seade, o número de idosos entre as sete cidades passará dos atuais 365,8 mil habitantes para 820,8 mil, salto de 124,34%.

DEFICT

O estudo não leva em conta o deficit habitacional regional, hoje na casa dos 230 mil imóveis. Os números têm relação apenas com o fenômeno causado pela diminuição do tamanho das famílias.

A estimativa é a de que municípios do Grande ABC precisem de, ao menos, 73 anos para sanar o problema. Isso se levado em conta o ritmo de produção habitacional atual, na casa de 3.132 unidades anuais.



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