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OMS passa a considerar vício em jogos de videogame um distúrbio

Divulgação/Agência Brasil  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


03/01/2018 | 14:09


A Organização Mundial de Saúde (OMS) vai passar a considerar o vício em jogos de videogame um distúrbio. Na 11ª Classificação Internacional de Doenças (CID), a organização vai incluir a condição de "distúrbio de games". De acordo com o documento, o problema consiste em um comportamento persistente de vício que leva a pessoa "a preferir os jogos a qualquer outro interesse na vida".

Segundo a OMS, uma pessoa precisa ser observada por 12 meses antes de ser diagnosticada com vício em games. Os sintomas do problema incluem o paciente não ter controle da frequência, intensidade e duração em que joga videogame; priorizar os games a outras atividades do dia a dia e continuar ou até mesmo aumentar a frequência em que joga videogame, mesmo após o hábito já ter causado consequências negativas em sua vida.

A décima versão do CID foi publicada em 1992, mas uma nova versão sairá agora em 2018. Nesse meio tempo, alguns países já haviam identificado a condição de vício em games como um problema importante. No Reino Unido, por exemplo, já existem clínicas para cuidar do problema.

Outros países, como a Coreia do Sul, resolveram adotar medidas mais severas. Por lá, o governo criou uma lei para proibir pessoas menores de 18 anos de jogarem games entre meia-noite e seis da manhã. Já no Japão, os jogadores recebem uma advertência caso passem mais do que uma certa quantidade de horas jogando por mês.

Na China, a gigante Tencent, dona de jogos mobile como Clash Royale e controladora da Riot Games, responsável por League of Legends, estabelece um limite diário de horas em que uma criança pode jogar.



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