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A música do Grande ABC no 2018 que começa


Ademir Medici

01/01/2018 | 07:00


 Adeus, Ano Velho!

Feliz Ano-Novo!

Que tudo se realize

No ano que vai nascer

Muito dinheiro no bolso

Saúde pra dar e vender

Para os solteiros,

sorte no amor

Nenhuma esperança

perdida

Para os casados,

nenhuma briga

Paz e sossego na vida!

 

Composição atribuída a David Nasser e Francisco Alves, gravada, entre outros, pelo cantor João Dias.

 

 

Ano novo; canção antiga. Esta melodia inundava o rádio décadas atrás. Ainda hoje é tocada, não caiu de moda. Mas nesses tempos de internet não tem o mesmo apelo. O certo é que todos, nesta época, pensam num ano melhor, com saúde, esperança redobrada, sossego e dinheiro no bolso...

Havia em São Bernardo um conjunto de bairro chamado ‘Os Componentes da Alvorada’. Moradores do bairro Assunção. Operários. Um deles, o Juvenal, o sapateiro do bairro. Cantavam da noite do dia 31 à tarde do dia 1º, percorrendo casa a casa.

Esta página Memória já publicou fotos caseiras das apresentações de ‘Os Componentes da Alvorada’. Eram a versão moderna dos reisados e das folias de reis, na fase do bolero que antecedeu a Bossa Nova.

Nada cobravam para tocar. Eram muito bem recebidos. Numa das fotos aparece o jovem estudante de Medicina, hoje médico renomado, Jerônimo Adamo, os recebendo de pijama. Está ao lado de um dos ‘Componentes’, Otavio Boff. À mesa, café, leite, vermute e guloseimas. Bolo não faltava. Nem a bolacha maizena.

Foram sete anos de apresentações. Uma promessa? Pode ser. ‘Os Componentes da Alvorada’, conjunto musical do bairro Assunção, apresentou-se pela última vez em 1961, depois de percorrer 146 casas até as 16h30 do dia 1º de janeiro de 1962. São lembrados até hoje.

 

GERAÇÃO A GERAÇÃO

Do bairro Assunção, em São Bernardo, à Vila Conde Siciliano, em Rio Grande da Serra. Aqui, outros rapazes formam um belo regional. Eles são do grupo ‘Samba na Agulha’, que se apresentou durante o 14º Congresso de História do Grande ABC, em novembro, no Teatro Municipal de Rio Grande da Serra.

De certa forma, o ‘Samba na Agulha’ é sucessor do grupo ‘Nova Luz’, formado por oito componentes que cantavam e tocavam, aos sábados à noite, no trem, desde a Estação Rio Grande da Serra até a Estação Luz ou Estação Brás, por autorização expressa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

No repertório, MPB, de autores como Ataulfo Alves e Adoniran Barbosa até os modernos pagodeiros tipo ‘Fundo de Quintal’, seus preferidos.

O conhecemos por acaso em 2000, quando voltávamos de Rio Grande da Serra. Eles já se apresentavam desde 1994. Na semana seguinte foram fotografados por Orlando Filho, nosso saudoso companheiro do Diário. O Congresso de 2014 reaproximou o grupo desta página Memória. O conjunto está remodelado.

Do ‘Nova Luz’ restam dois componentes, Marcelinho e Nias, muito embora todos mantenham amizade até mesmo pela vizinhança na Vila Conde Siciliano.

 

DE VOLTA AO TREM

Em 2000 escrevemos:

Os jovens cantam porque gostam. Nada ganham financeiramente. Divulgam seu trabalho e conseguem contratos para apresentações profissionais em casas noturnas ou festas familiares, de clubes. Apresentam-se também em emissoras de rádio alternativas, quermesses, orfanatos e praças públicas. Têm duas apresentações acertadas para animar o aniversário de Rio Grande da Serra. Mas o que diferencia o ‘Nova Luz’ dos demais conjuntos do gênero são mesmo as apresentações no trem.

Eram os ‘Cantores do Trem’, assim chamados na reportagem do Diário denominada ‘Se eu perder esse trem’, lembrando Adoniran Barbosa.

Temos certeza de que se alguém pedir, eles cantarão nesta virada do ano Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo. Como cantavam ‘Os Componentes da Alvorada’ do bairro Assunção, 60 anos atrás. Contatos: 9-9742-5989 (Nias); 9-7350-2439 (Antonio Carlos).

Tem ou não tradição musical este Grande ABC de tantas revelações?

‘Samba na Agulha’, sucesso. Feliz Ano-Novo. ‘Nova Luz’ e ‘Componentes da Alvorada’, saudades.

 

Diário há 30 anos
Sexta-feira, 1º de janeiro de 1988

Manchete –Estradas e praias congestionadas por milhares de turistas

Terminal Tietê registra 130 mil embarques

Santo André – Prefeitura instala luminárias nos jardins do Centro Cívico.

Primeiro Plano (Otávio de Assis) – Janeiro, mês delicado. Entre inflação e recessão, a economia poderá ficar entre alternativas muito difíceis nesse início de 1988.

Memória – Boas-festas do barbeiro. Foto mostra o interior da barbearia de Mario Trabachini, Irineu Borella e China na Rua Marechal Deodoro. Nos espelhos, a inscrição ‘Boas-festas e Feliz Ano-Novo''. Era 1952, e a foto leva a assinatura de Beltran Asêncio, o fotógrafo da cidade.

 

Em 1º de janeiro de...

1918 – ‘A Imprensa no Brasil atual’. Um artigo de Mario Pinto Serva em O Estado de S. Paulo.

Enquanto a imprensa nacional permanecer na situação atual, o povo brasileiro viverá mergulhado em um antro sombrio e escuro a tatear nas trevas, sem encontrar o caminho que o conduza a dias mais felizes e tranquilos.

O articulista criticava os jornais laudatórios, os declaradamente oficiais e os intérpretes do pensamento governamental.

1942 – Fundada a Associação Asahi Nihon Jin Kai, da Fazenda da Juta, hoje Parque Novo Oratório, Santo André.

1949 – Instalado, oficialmente, o Município de São Caetano do Sul.

 

Hoje

Dia Mundial da Paz

Dia da Fraternidade Universal

Dia do Município

 

Municípios Brasileiros

Cento e quatorze municípios celebram aniversários no primeiro dia do ano. Entre eles Uru, de São Paulo, na região de Bauru, elevado a município em 1954, quando se separa de Pirajui.

Entre os demais, Açucena, em Minas Gerais; Ilha de Itamaracá, em Pernambuco; São Valério, no Tocantins; e Terra Alta, no Pará.

 

Santos do dia
Antigamente, nesta data se celebrava a Circuncisão do Menino Jesus, como mostra a ilustração.

Maria

Almáquio

Eufrosina



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