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Moradia ainda é apenas sonho

Claudinei Plaza Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empregada doméstica que mora de aluguel em cortiço em São Caetano vê a chance de conquistar a casa própria cada vez mais distante


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

01/01/2018 | 07:00


 Há um ano a paranaense de Carlópolis, Jandira Prudenciano, 54 anos, contou ao Diário que sonhava conquistar a casa própria em São Caetano, cidade que escolheu para viver há 38 anos. Motivo para isso não faltava. José Auricchio Júnior (PSDB), candidato que havia votado, acabara de vencer a eleição para prefeito, e a perspectiva era de dias melhores. Mas o máximo que a empregada doméstica conseguiu em 2017 foi mudar de residência no mesmo cortiço onde vive de aluguel, no bairro São José.

A mudança ocorreu porque a filha, Aline Alves, grávida do segundo filho, se transferiu para uma casa, no mesmo bairro, e Jandira optou por ocupar sua residência, um pouco mais confortável. “Só mudei de imóvel, mas no mesmo terreno. A casa própria continua sendo um sonho distante para mim, mas já desisti de tentar conseguir pela Prefeitura”, conta a empregada doméstica, que tem renda mensal em torno de R$ 2.500 e paga R$ 600 de aluguel do imóvel com quarto, cozinha e banheiro.

Segundo Jandira, ela já participou de três sorteios de imóveis oferecidos pela Prefeitura, desde a época do ex-prefeito Luiz Olinto Tortorello (PTB), morto em 2004, mas nunca foi contemplada. Ela diz que não percebeu nenhuma iniciativa da administração municipal em construir imóveis populares, neste ano, para resolver seu problema, que é o mesmo de outros 600 munícipes que residem em 50 cortiços espalhados por São Caetano – nos quais imóveis, geralmente em condições precárias, dividem o mesmo terreno.

Se a casa própria é sonho cada vez mais distante e só será concretizado quando ela conseguir juntar economias para dar entrada em um imóvel, Jandira aponta que os outros serviços oferecidos pela Prefeitura no bairro mantiveram bom padrão de qualidade em 2017. “Tudo funciona aqui: coleta de lixo, saneamento, transporte coletivo... Disso não tenho do que reclamar. Não mudou nada, pois não melhorou nem piorou”, conta ela.

Por mais que não tenha visto grandes mudanças ao longo de 2017, Jandira assume que a chegada do Hospital São Luiz, que fica a poucos metros do cortiço onde mora e foi inaugurado em junho, garantiu benefícios ao bairro. A Rede D’Or, proprietária do equipamento, revitalizou a EMI (Escola Municipal Integrada) Claudio Musumeci como contrapartida, e é justamente nesta escola que seu neto Davi, 3, foi matriculado. “Minha filha não teve nenhuma dificuldade para conseguir a vaga. A escola é ótima e fica bem perto de casa.”

Outro serviço público disponibilizado pela Prefeitura e elogiado pela empregada doméstica é o pré-natal oferecido à filha. Ela tem acompanhado as consultas e gostado do atendimento. “Tudo funciona direitinho, nos dá tranquilidade para a hora do parto. Isso é importante”, considera Jandira.



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