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Miguel e Alice são os nomes campeões de registro em 2017

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

De origem hebraica, o primeiro nomeou 776 crianças na região; o segundo chegou a 531


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

31/12/2017 | 07:00


Entre os 30.462 nascimentos registrados no Grande ABC até o dia 10 de dezembro, os nomes Miguel e Alice foram os mais escolhidos pelos pais, na maioria dos sete municípios, de acordo com levantamento da Arpen-SP (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo). O fato acompanha o observado em todo o País.

Miguel só não foi o primeiro colocado em São Caetano (onde 35 meninos receberam o nome de Arthur e 32, de Miguel). Em Santo André, Miguel teve 251 registros; em São Bernardo, 258; em Diadema, 97; em Mauá, 101; em Ribeirão Pires, 26; e em Rio Grande da Serra, 11.

Já o nome Alice perdeu no ranking em Diadema e Mauá, ficando atrás de Sophia: foram 61 registros contra 56 na primeira cidade; na segunda, apenas uma Sophia a mais (63); e também em Ribeirão Pires, onde o nome Laura foi escolhido por 22 pais, contra 15. Nos demais municípios, nasceram 180 Alices em Santo André; 177 em São Bernardo; 33 em São Caetano e oito em Rio Grande da Serra.

O significado por trás do nome é fator eliminatório para as dúvidas diante de tantas opções. Ao saber que Alice significa digna e honrada, a neuropsicóloga Simone Sara de Jesus Cordeiro, 36 anos, de Santo André, não hesitou em dar esse nome à segunda filha, nascida em maio. “O papai queria muito Letícia, mas como já temos duas na família, optamos por pesquisar nomes que fossem curtos como o da irmã, Luana (3 anos). Pensamos em Aline e Érica, mas optamos por Alice por considerar o significado mais bonito e também porque, logo que comentamos, a irmãzinha já passou a chamá-la assim”, relata.

“Uns cinco anos atrás, o que estava em alta para o nome masculino era Francisco, por causa da eleição do papa, e continuou por um tempo pela visita dele ao Brasil. Miguel e Alice são nomes antigos, mais comuns no início do século passado, e que estão voltando agora. Lembrando que nomes bíblicos são sempre muito recorrentes, pelo fato de o Brasil ser um país predominantemente católico. Miguel foi o escolhido da vez”, observa a diretora da Arpen-SP e oficial de Registro Civil das Pessoas Naturais e de Interdições e Tutelas da Sede da Comarca de Ribeirão Pires, Raquel Silva Cunha Brunetto.

 

Na Bíblia, o arcanjo Miguel é descrito como anjo guerreiro, que luta contra o diabo e defende o povo de Deus. As histórias que envolvem os bebês que ganharam esse nome na região mostram que eles também nasceram para serem aguerridos. A escolha do nome Miguel, filho da jovem Mayara Silva dos Santos, 21 anos, de São Caetano, nascido em agosto, foi feita pela avó, evangélica. O pedido para que o menino tivesse esse nome foi uma súplica para que ela não entregasse o menino à adoção, como planejava, por falta de condições financeiras e após ser abandonada pelo companheiro, no oitavo mês de gravidez. “Ao ver meu filho e o quanto ele é perfeito, falei a mim mesma que posso não ter muitas condições, mas nada e ninguém vão nos separar”, conta Mayara, que está desempregada e tem mais um filho, Mizael, 5 anos.

Em Diadema, Miguel é o filho temporão do casal Gilda Silvana Ferreira da Silva Martins, 42, e Ronaldo da Silva Martins, 39. Em abril, ele chegou para alegrar o coração dos pais, que sofriam pela perda de um bebê, em 2014, e das irmãs Agatha, 23, e Beatriz, 17. “Sempre gostei do nome por ser referência a um arcanjo guerreiro citado na Bíblia”, fala Gilda. “Deus nos agraciou com esse anjinho”, diz o pai.

A força da figura bíblica também motivou a supervisora comercial Joseane Pereira Miranda, 28, de Mauá, na escolha do nome do segundo filho, nascido em janeiro. “Na primeira gravidez, quatro anos atrás, eu estava em dúvida entre Daniel e Miguel, mas o primeiro venceu. Na segunda, não teve nem discussão”, lembra.



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