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Deputado tenta devolver nome de Filinto Muller à escola

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Coronel Telhada criou projeto para reverter troca provocada por outro texto na Assembleia


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

25/12/2017 | 07:53


A novela envolvendo a polêmica mudança no nome da tradicional escola pública em Diadema rendeu novos capítulos recentemente. Tramita outro projeto na Assembleia Legislativa que pretende devolver o nome do ex-senador Filinto Muller à Escola Estadual Professora Sylvia Ramos Esquivel, localizada no Centro. O colégio tirou o nome do ex-senador há poucos meses, também por força de um projeto de lei.

A nova proposta foi apresentada pelo deputado Coronel Telhada (PSDB), que é policial militar aposentado e já foi comandante do mais alto aparato policial paulista, a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), criada durante a ditadura militar (1964-1985) para reprimir militantes políticos que faziam oposição ao regime ditatorial.

No texto, Telhada alega que a iniciativa se dá “em razão do clamor popular” e que “a comunidade escolar, bem como os munícipes de Diadema repudiaram o ato de mudança”. A proposta cita ainda o veto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) ao projeto “em razão da manifestação da Secretaria da Educação ao opinar contrariamente à medida, onde o Conselho da Escola Estadual Senador Filinto Muller optou pela manutenção do atual nome”.

O Diário mostrou em outubro que a mudança no nome do Filinto, aprovada por meio de projeto do ex-deputado Adriano Diogo (PT), virou verdadeiro Fla-Flu nas redes sociais e dividiu opiniões.

De um lado, defensores da manutenção do nome do cinquentenário colégio alegavam que a questão ia além do simples nome do ex-senador e que a nomenclatura já estava enraizada na história da escola. Por outro prisma, quem pregava a troca argumentava ser necessária a retirada de homenagens a torturadores ou figuras que apoiaram regimes totalitários, como no caso de Filinto Muller, que colaborou com duas ditaduras no Brasil.

Antes de assumir mandato, Filinto foi chefe de polícia durante a ditadura de Getúlio Vargas (Estado Novo, 1937-1945), onde ajudou na deportação da judia-alemã Olga Benário, que estava grávida do militante comunista Luís Carlos Prestes.

A equipe do Diário chegou a procurar a direção da escola, mas a diretora não quis se manifestar na ocasião. Apesar de a mudança ter sido aprovada e promulgada em junho, a fachada do colégio ainda não apresentou alterações. Há dois meses, a Secretaria Estadual de Educação informou que cumpriria a lei e que modificaria no sistema o nome. No site da Pasta de Educação, porém, a unidade escolar segue cadastrada como Senador Filinto Muller.

Não há previsão, no entanto, para que o projeto de Telhada seja votado na Assembleia. 



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