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Para conhecer a Big Apple bastam um mapa da cidade e bilhetes de Metrô no bolso


Kelly Zucatelli

21/12/2017 | 21:10


Já diz a canção Empire State of Mind, de Alicia Keys e Jay Z: ‘Nova York/Selva de pedra onde são feitos os sonhos/Não há nada que você não possa fazer/Agora você está em Nova York/Essas ruas vão fazer você se sentir completamente novo/As luzes vão inspirar você’. Nas linhas da melodia, um convite para viver dias de muito conhecimento e boas experiências gastronômicas, culturais e de comportamento, na cidade que é considerada um dos centros do mundo.

Não se faz necessário um roteiro superprogramado. Nova York é tão movimentada que quanto menos se espera, está num ponto importante da cidade. A melhor e mais vantajosa dica é chegar, se aconchegar e sair com o mapa da cidade em mãos, pronto para desvendar experiências em cada esquina e sem se preocupar com os chamados ‘roteiros obrigatórios’. Se a escolha for essa, facilmente ao fim do dia terá conhecido bairros com características particulares, degustado bons doces nos charmosos cafés, além do prazer proveniente das belas vistas, ainda mais se a época escolhida for a das festas de fim de ano.

A Big Apple é um daqueles lugares que valem a pena acumular carimbos no passaporte, pois a cada visita se tem uma oportunidade diferente de conhecer como são seus distritos: The Bronx, Queens, Brooklyn, Staten Island e a Ilha de Manhattan, que estão no circuito principal.

E por falar na ilha, nesta época de fim de ano é o epicentro da diversão, das compras e do deslumbramento com as maravilhosas e chiques decorações de Natal. As badaladas 5ª Avenida e Times Square ganham muitos enfeites. A Times Square fica banhada por luminosos gigantes com propagandas de diversas grifes, que parecem hipnotizar as pessoas para as compras.

As baixas temperaturas durante o mês de dezembro, que beiram 10ºC negativos, não são problema para quem está disposto a andar pelos extensos quarteirões de New York City. Um roteiro de oito dias é uma boa sugestão para quem deseja conhecer muito do que tem nos circuitos downtown e uptown de Manhatan, valendo colocar na agenda visitas programas a pontos importantes e indispensáveis, mas também reservando dias sem nada anotado no roteiro.

O custo para passar temporada de férias nesta época do ano em Nova York é o que mais preocupa e deve ser muito bem planejado. Os hotéis atingem diárias que chegam a custar mais de R$ 1.000, sem muita diferenciação de localidade. Já as passagens para a época do Natal custam, em média, R$ 3.500, enquanto que para o Ano-Novo sobem para R$ 3.800, aproximadamente. 

Redutos alternativos no circuito Midtown

Visitar a Estátua da Liberdade, ir ao Memorial do 11 de Setembro, aos principais museus (MoMa, Metropolitan, Guggnheim, Madame Tussauds, entre outros) é importante numa viagem para Nova York. Mas esses compromissos podem ser alternados com outros que não são tão divulgados, mas que podem agregar muito. 

 O Meatpacking District, por exemplo, é uma das regiões que têm mudado ao longo dos anos. O bairro, que em meados de 1900 era conhecido por sediar 250 matadouros e instalações de embalagens, hoje se tornou reduto para quem quer curtir. A transformação e os bons ares do lugar se deram em 2004, quando pontos de prostituição, tráfico de drogas e violência foram transformados com a chegada de lojas, bares, boates e hotéis, que têm rooftops convidativos para tomar um drink e apreciar as belas vistas de Manhattan. As ruas de paralelepípedos e os prédios de traços lineares dão os toques especiais ao bairro, que facilmente é reconhecido ao circular pela Gansevoort Street. 

 Saindo do circuto de consumo, o High Line Park, situado na direção Leste de uma das principais ruas, a Hudson, atrai milhares de pessoas para conhecer o paisagismo do jardim suspenso feito em uma ferrovia elevada com 2,33 quilômetros e que, em 1930, servia para o transporte de carnes e aves para o Oeste de Manhattan. O passeio gratuito pelo parque, que tem lanchonetes e intervenções artísticas em meio ao ambiente, dura cerca de uma hora. O acesso pode ser por várias linhas de Metrô.

 O clima moderno do Meatpacking District teve seus traços arquitetônicos riscados de forma ‘pesada’ nos prédios de tijolo e escadas expostas, que fazem às vezes de sacadas. Hoje mesclam construções ousadas, como é o caso do Whitney Museum e Galerias de Arte. Reinaugurado em maio de 2015, o projeto arquitetônico é reconhecido pelos traços exuberantes, visíveis de longe. Com mais de 21 mil obras de artes do século 20, o público encontra pinturas, esculturas, desenhos, fotos e vídeos de artistas norte-americanos vivos. Os ingressos curtam, em média, R$ 50.

 Outro roteiro interessante de New York é o bairro do Soho (South of Houston), no circuito entre Lower East Side e Greenwich Village. O bairro descolado do Sul da ilha de Manhattan, de avenidas longas e preenchidas com comércio de vestuário, livrarias e decoração, é frequentado, majoritariamente, por jovens. Cafés, restaurantes e lanchonetes também têm em larga escala no Soho, sendo sempre um bom convite para paradinha entre um quarteirão e outro, com doces coloridos que chamam atenção nas vitrines, croissant, donuts e crepes de dar água na boca.

 Uma passagem rápida pelas regiões da Little Italy e da China Town é válida, principalmente se quiser comer boa massa em uma das dezenas de endereços da Mulberry Street. Já pela China Town, os paulistas, por exemplo, logo farão comparação com a tradicional Rua 25 de Março. Mesmo no Natal predominam os enfeites orientais pendurados pela via e vendidos nas dezenas de barracas. 

Feiras atraem centenas para o Centro da cidade

As feiras são points que atraem milhares. Chega a ser bonito de ver, pois os espaços são bem planejados, com barracas padronizadas. Nelas o público pode comprar produtos de artesanato e decoração, além de degustar comidas típicas e tomar um mulled wine (quentão) para se aquecer e enfrentar as baixas temperaturas de dezembro. A da Union Square é uma das que se destacam na cidade, pois a região, que abrange oito quarteirões no Centro de Nova York, é ponto de protestos sociais, culturais, um dos principais centros financeiros, e de lojas de grifes badaladas de moda.

 Nesse mesmo circuito, outro endereço que vale a pena parar é a feira da Union Square Greenmarket, que oferece alimentos orgânicos, vegetais e frutas. Todos caros se comparados ao Brasil, mas já servem de opção para quem sempre teve dificuldade em saber o que comer nos Estados Unidos, já que por lá prevalecem os fast foods e as refeições gordurosas.

 A feirinha de Natal do Bryant Park também é muito frequentada. O espaço verde, que fica no Centro de Manhattan, além de ter todas as tradicionais barracas, ganha pista de patinação e enfeites.

PELA TERRA E PELOS ARES

 Passeios baratos e que valem a pena sempre são um brinde a qualquer turista. Por isso, uma dica bacana e que custa barato em Nova York é andar pelo teleférico Roosevelt Island Tram, que proporciona vista linda do Rio Hudson. O trajeto custa o valor de um passe de Metrô, cerca de US$ 2,75 (R$ 8,85), e faz valer cada centavo durante os quatro minutos de viagem até a Roosevelt Island. Sem filas tumultuadas, a entrada para pegar o teleférico fica na esquina da 2nd Avenue com a 60 th street, nas proximidades de vias principais como as avenidas Lexington, Madison e Park Avenue.

 Outra atração imperdível é o passeio pela Brooklyn Bridge. A megaestrutura inaugurada em 1883, sendo a primeira do mundo a ser suspensa por aço, atrai milhares de pessoas por ano para fazer a travessia de cerca de 45 minutos entre Manhattan e o bairro do Brooklin. Por dia, passam por lá, em média, 120 mil carros, 4.000 pedestres e 2.600 ciclistas. A arquitetura, que lembra ares medievais, é identificada em vários pontos da cidade.

 O acesso pode ser de Metrô até a Estação High Street – Brooklyn Bridge Station, chegando lá caminhe até o fim da Middagh Street, onde estará o Squibb Park e a entrada para a ponte Squibb Park Bridge e, finalmente, iniciará o percurso. Logo na entrada, ainda poderá comprar alguns souvenirs. 

 Se o tempo de viagem permitir ir até o topo da ilha de Manhattan, rumo ao bairro do Harlem, valerá a pena conhecer os prédios referenciais daquela região, como o campus de uma das universidades mais conceituadas do mundo, a Columbia University, e a Cathedral of Saint John The Divine. O campus da Columbia é de 1750 e pode ser visitado, porém apenas nas áreas comuns dos jardins e a Low Library. Já para ter acesso aos outros prédios é preciso carteirinha de aluno. Mas nada disso inviabiliza agradáveis caminhadas pelo lugar, cujo acesso é de Metrô.



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