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Hora de tirar carta

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Cresce o número de jovens do Grande ABC que já têm em mãos a carteira de habilitação


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

17/12/2017 | 07:00


Tirar a carteira de motorista e conquistar autonomia são o sonho de muitos jovens que acabam de fazer 18 anos – idade permitida para ter direito a sair dirigindo por aí. De janeiro a setembro, a quantidade de pessoas nessa faixa etária que já estão com a carta nas mãos ultrapassou os números de 2016. Segundo o Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), entre as sete cidades do Grande ABC, 1.096 pessoas tiraram a habilitação, 240 a mais se comparado com os 12 meses do ano passado.

Mesmo com crescimento, o processo para tornar-se hábil a dirigir não é tão simples ou rápido assim. Em média, leva-se três meses para realizar todos os cursos, provas e exames (sem que haja reprovações). O valor de investimento também não é baixo: entre R$ 900 e R$ 1.000 para quem deseja apenas tirar a habilitação na categoria B (dirigir carros de passeio). Quem deseja ter na ‘carta’ permissão para as categorias A e B (acréscimo para andar de moto ou triciclo), o preço varia de R$ 1.800 a R$ 1.900, em média.

O primeiro passo é pesquisar uma autoescola para se matricular. O local irá agendar o cadastro da digital e tirar foto no Detran da sua cidade, além dos exames médico e psicotécnico. “É preciso saber se a pessoa tem condições de dirigir e faz ou não uso de óculos, por isso o teste oftalmológico. O outro exame avalia a personalidade da pessoa e reações que ela tem em várias situações do dia a dia ou que fogem do cotidiano”, explica Oséias Batista da Silva, gerente da Auto Moto Escola Sol, de Santo André. Vale lembrar que as clínicas que fazem os testes são conveniadas ao Detran.

Feito isso, o jovem deve voltar à autoescola com os resultados dos exames aptos em mãos e, só assim, será encaminhado ao CFC (Centro de Formação de Condutores). “Nesse local os futuros motoristas aprendem sobre legislação de trânsito, direção defensiva, noções de primeiros socorros, meio ambiente e cidadania, além de noções de mecânica geral”, conta o diretor do CFC de São Bernardo (localizado na Avenida Senador Vergueiro), Reginaldo Losano. Ele explica que, de três anos para cá, as unidades de formação possuem simuladores, espécies de máquinas que imitam um carro e simulam direção. Assim que termina o curso, com duração de nove dias úteis ou 20 horas/aula, o aprendiz pode agendar a prova teórica no Detran. Sendo aprovado, o interessado segue para as aulas práticas. Habilitações de categoria B necessitam 16 aulas diurnas e uma noturna, com os interessados em tirar ‘carta’ para moto passando por 20 aulas de dia e quatro no período da noite.

Com as questões teóricas do processo ficando para trás, o passo seguinte é lidar com a parte prática do estudo. “A cada dez jovens entre 18 e 20 anos, cerca de três são reprovados nessa fase. A maioria esquece de ‘dar seta’ e, se fizer isso por duas vezes, é preciso refazer a prova”, alerta o gerente da Auto Moto Escola Sol.

EXPECTATIVA - Kelly Yukie, 19 anos, de Santo André, não encontrou dificuldades durante as atividades e aguarda sua habilitação ficar pronta. “Se a pessoa prestar atenção em cada curso e fizer as aulas com o instrutor direitinho, não tem segredo. É só manter a calma. Esperei um ano para tirar ‘carta’ porque resolvi juntar o dinheiro, mas foi legal”, detalha.

No primeiro ano de uso, a carteira é provisória e, nesse período, não se pode cometer infrações graves e gravíssimas nem ser reincidente em infração média. Caso contrário, todo o processo deve ser feito novamente. Atualmente, a carteira definitiva tem validade de cinco anos – para quem tem mais de 65 anos, a renovação precisa ser feita a cada três temporadas.

Ansioso para ter a habilitação em mãos, Victor Simões Sampaio Felipelli, 18 anos completados em julho, de São Bernardo, frequenta o curso do CFC. “Gosto de carro e acho que todo garoto sonha com isso. Meus pais me deram de presente a ‘carta’ e tive o privilégio de ganhar um carro. Dirigir vai me trazer autonomia. Poderei resolver muitas coisas sozinho, além de ajudar meus pais.” Para ele, além das regras de trânsito, é preciso ficar atento a possíveis confusões no trânsito. “Com a violência atual, temos que tentar fugir das encrencas e, mesmo estando certo, baixar a guarda para que as brigas não aconteçam.” 



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