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A reinvenção do ensino


Do Diário do Grande ABC

07/12/2017 | 09:17


Artigo

Um dos raros consensos nesta era do absoluto dissenso em relação a tudo é o de que a Educação precisa ser reinventada. Ela não está cumprindo com os seus objetivos de permitir que a criança e o jovem desenvolvam suas potencialidades até o alcance da plenitude possível, menos ainda o capacitando para o trabalho ou o qualificando para o exercício de cidadania responsável. Isso não é privilégio do Brasil. O mundo inteiro enfrenta o desafio. Só que o Brasil, por sua crescente desigualdade, é fenômeno muito mais grave. A Educação poderia sanar nossos maiores problemas em uma geração. Mas não se verifica um conjunto de condições favorável a que essa verdadeira revolução tenha eficácia.

A preocupação com avaliações é recorrente. Mas a metodologia apura o grau de introjeção de informações contidas no conteúdo curricular na cabeça do aluno. Avalia-se a sua capacidade de retenção dos dados, a sua condição mnemônica. Pouca ou nenhum interesse em aferir se o estudante adquiriu maior consciência de seus deveres, se está apto ao enfrentamento de dificuldades, se consegue vislumbrar perspectivas para a sua vida futura, a prova difícil da maturidade.

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) realiza a cada três anos, a partir de 2000, a prova conhecida pela sigla Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) e tenta fornecer pistas sobre o nível da Educação em 72 países. Dez deles da América Latina. E os índices brasileiros são sofríveis. A boa notícia é que os próprios organizadores do Pisa procedem a revisão da metodologia, para incluir as competências não cognitivas. Decorar não é o principal quando se cuida de educar. Ao contrário. Tem-se de perguntar como será o mundo daqui a 20 ou 30 anos, quais as competências que os adultos terão de dominar e que tipo de escola necessitamos hoje para formar essa geração.

Praticamente unânime a constatação de que bom nível de instrução é essencial à realização plena de cada ser humano. Além de ser imperativo econômico e social. Mas como chegar ao consenso acerca do que é necessário para oferecer às crianças e aos jovens de hoje o instrumental necessário para viver com dignidade em meados deste século? Reclama-se intensa reflexão por parte de todos. O governo é impotente para assumir todas as responsabilidades. Por sinal, não foi isso o que o constituinte quis quando erigiu a Educação a direito de todos, mas a dever do Estado e da família, em colaboração com a sociedade.

Todos somos chamados a participar dessa reflexão. Dela depende a concretização de nossos sonhos ou o doloroso encontro com o fracasso.

José Renato Nalini é secretário da Educação do Estado de São Paulo.

Palavra do leitor

Egoístas
Depois de acompanhar por este Diário (Política, dia 4) mais uma manobra dos ‘nobres’ vereadores, prefeitos e vice para terem direito ao 13º salário e mais um terço das férias, achando que seus vencimentos não são condizentes pela ‘responsabilidade’ que exercem e que a população e o País estão vivendo verdadeiro mar de rosas, chegou a hora de o povo – que é quem realmente trabalha – mudar essa política de interesses próprios e dar a resposta nas urnas nas próximas eleições e fazermos limpeza geral no sistema falido em que se encontra a política brasileira. Pois, com a união de eleitores que tenham dignidade e amor à Pátria, mudaremos o rumo da Nação.
Sérgio Antônio Ambrósio
Mauá

Lembrança
Com a morte de D. Pedro II, em 5 de dezembro de 1891, o governo republicano proibiu e, passou de forma violenta, a reprimir manifestações em homenagem a ele. Afinal, esse governo havia sido colocado no poder por exigência do povo! Não foi? Foi, definitivamente, nosso imperador, sábio, benevolente, austero e honesto, no trato das coisas e causas públicas. Faz jus a ele esta lembrança.
José Mario Casa
São Bernardo

Preço justo
Num jogo em que pouco ou quase nada representava para o São Paulo na última rodada do Brasileirão, o Morumbi acolheu mais de 60 mil torcedores com a venda de ingressos promocionais (Esportes, dia 4). É evidente que o brasileiro gosta de futebol, porém, os preços exorbitantes impedem muitas pessoas de comparecerem às praças esportivas. Passou da hora de os dirigentes serem um pouco mais inteligentes e vender ingressos a preço justo e mais adequado à baixa qualidade que temos visto no futebol nacional atualmente. Isso propiciaria melhores resultados financeiros para os clubes e o jogo ficaria mais empolgante para torcedores, jogadores, TV e todos envolvidos no espetáculo. Que essa ideia seja levada adiante e possa ser estudada com mais carinho.
Mauri Fontes
Santo André

Queimando
Quando o sucesso sobe à cabeça... É impressionante como um político pode ‘queimar seu filme’ em um piscar de olhos, como é o caso do prefeito de São Paulo, João Doria, cuja reprovação triplica em um ano. Não faz muito tempo foi aclamado como futuro presidente do País. Agora, provavelmente não seria eleito nem mesmo para vereador. Com todo respeito aos senhores edis!
Maria Elisa Amaral
Capital

Resposta
Sobre a carta do leitor José Amâncio (Triste!, ontem), o Semasa esclarece que os trabalhos na ponte da Avenida dos Estados, na altura da Rua dos Alpes, começaram dia 4, com previsão de conclusão em até 90 dias. A passagem foi interditada na semana passada, após forte chuva, como forma de prevenção, mas o início da manutenção já estava previsto para esta semana. O Semasa esclarece ainda que o fato de ter apenas um operário no local por volta das 11h se deve ao fato de ser este exatamente o horário de refeição da equipe.
Semasa

Selfies com 157
As selfies tiradas pela Polícia Civil na prisão do traficante carioca 157 mostram o nível das autoridades. Não duvidem que ele possa estar solto logo. Mais de 1.000 policiais não o pegaram e, agora, o cara já deveria estar cansado de fugir. Mérito ao cansaço e não à polícia. Nota zero com louvor.
Zureia Baruch Jr
Capital 



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