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Taxa básica de juros atinge menor patamar da história

No 10º corte seguido, Selic vai a 7% ao ano; caderneta de poupança perde rentabilidade


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

07/12/2017 | 07:16


A taxa básica de juros, a Selic, recuou ao nível mais baixo da história do Brasil: 7% ao ano. Com a redução de 0,5 ponto percentual, definida ontem pelo Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), a Selic teve seu décimo corte consecutivo. O mais baixo patamar até então registrado, de 7,25% ao ano, foi alcançado em outubro de 2012, e permaneceu até abril de 2013.

“A Selic baixa é muito importante, pois indica que a inflação está sob controle”, afirma Ricardo Balistiero, economista e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia.

De fato, conforme comunicado do Copom: “O comitê julga que o cenário básico para a inflação tem evoluído conforme o esperado”. Segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do País acumulou 2,7% nos 12 meses encerrados em outubro. O indicador de novembro será divulgado amanhã pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As expectativas de inflação para 2017 apuradas pela pesquisa Focus estão em torno de 2,9% para 2017, 4,2% para 2018 e 4,2% para 2019. Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2017 e 2018 em 7% e, 2019, em 8%.

“A Selic fechará o ano no piso da meta e, em 2018, como a tendência é que ele seja melhor do que 2017, ela deverá se manter por pelo menos duas reuniões do Copom. Entretanto, o Banco Central com certeza irá monitorar o cenário do País e a taxa não irá subir de repente”, explica Balistiero.

QUEDA MAIOR - Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a inflação em baixa e o ritmo ainda lento do crescimento favoreceram a queda dos juros. “A trajetória de queda da inflação justifica novos cortes, ainda que em ritmo menor nas próximas reuniões do Copom.” Ele pondera, no entanto, que as incertezas de ano eleitoral podem fazer o BC interromper o ciclo de queda.

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, aponta que é preciso que a redução da Selic chegue ao tomador final, “para aumentar o consumo e o investimento, levando à geração de empregos”. “O BC e o Ministério da Fazenda precisam agir para aumentar o crédito e reduzir o spread bancário, barateando a tomada de financiamentos”, diz.

NA PRÁTICA - Neste cenário, a poupança continua menos vantajosa. Isso porque, cinco anos atrás, o governo criou gatilho que seria acionado quando a Selic estivesse abaixo de 8,5% ao ano, a fim de evitar que grandes investidores migrassem à caderneta em tempos de juros baixos, que retraem a rentabilidade dos fundos – que cobram taxa de administração e IR (Imposto de Renda). Dessa forma, depósitos realizados após maio de 2012 rendem 70% da Selic mais TR (Taxa Referencial), em vez de 6% ao ano mais TR.

O rendimento da poupança, que em setembro girava em torno de 0,46% ao mês e, em outubro, 0,43%, agora vai a 0,4%. Por isso, o ideal é apostar em títulos do Tesouro com prazo mínimo de dois anos. (Colaborou Flavia Kurotori)  



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