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Hoje e ontem, um hipódromo no Centro de Santo André


Ademir Medici

04/12/2017 | 07:00


Sobre haras em Santo André: consta que a conformação urbanística do bairro Casa Branca é decorrente da preexistência de um hipódromo na área. Minha colega Mirella teria essa informação?
Euclydes Rocco Júnior, arquiteto, em e-mail à Memória.

O bairro Casa Branca, que foi loteado por Bernardino Queiroz dos Santos, em 1926, como proprietário da Companhia São Bernardo de Terrenos S/A, possui formato semelhante a um hipódromo e por isso fica o questionamento se isso de deve ao haras ter ali se localizado, ou se foi para fazer uma homenagem à paixão da família ao esporte
Mirella Suraci Santos, arquiteta, Alguns Apontamentos Sobre Antonio Queiroz dos Santos e Família, 17-10-2016 (trabalho inédito).

A pergunta do arquiteto Rocco e o trabalho da arquiteta Mirella, ambos apaixonados pela memória de Santo André, nos fazem escrever um novo capítulo retrospectivo da Memória aqui no Diário.
A mesma dúvida dos dois nós colocamos para dois andreenses, em 1977, o advogado José Alcides de Queiroz Alves, descendente de Antonio Queiroz dos Santos, então com 36 anos, e Nelson Cardoso Franco, então com 79 anos e que conheceu e conversou com o velho Queiroz dos Santos.
Disse-nos Alcides Queiroz: “O formato do bairro Casa Branca, dizem os boatos, foi para homenagear o velho Queiroz, que gostava de turfe e que foi um dos fundadores do velho hipódromo da Mooca”.
Alcides fez uma ressalva: “Não sou tão velho assim para saber tantas coisas; digo apenas o que ouvi”.
E foi Alcides Franco que nos sugeriu uma conversa com Nelson Cardoso Franco: “É isto. Só o Nelson para falar direitinho do velho Queiroz”.
Nelson Cardoso Franco residia numa vila de sobrados atrás da Catedral do Carmo. Guardava coleção de livros luxuosos, encapados com couro e identificados com letras douradas.
Sobre o formato do bairro Casa Branca, Nelson Franco foi incisivo: “O formato do bairro não foi para homenagear o velho Queiroz. É que os descendentes de Queiroz dos Santos acharam bonito o traçado de um outro loteamento, que estava surgindo do outro lado da linha do trem. Esse outro loteamento é o atual bairro Santa Terezinha, todo cheio de ruas curvas. Então eles pediram ao desenhista que fizesse alguma coisa parecida”.
Entre tantas outras coisas faladas por Nelson Cardoso Franco, uma confirma o que a arquiteta Mirella coloca em seu trabalho. De fato existia uma raia para corridas de cavalos no Centro de Santo André. Seguia desde a atual Avenida Santos Dumont até o Colégio das Freiras, tradicionalíssimo.

13 ANOS DEPOIS...
Em 1990 descobrimos coleções de jornais antigos de Santo André no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Selecionamos o que nos interessava e levamos o fotógrafo João Colovatti para fazer as reproduções. Entre as imagens, um anúncio de venda de terrenos pela S/A Cia. São Bernardo de Terrenos, com a sua respectiva planta.
O formato do loteamento – como um hipódromo – e as vias de acesso confirmaram tratar-se do atual bairro Casa Branca. O ano da publicação: 1928.
Utilizamos aquele anúncio aqui em Memória, edição de 15 de maio de 1992.

LOTEAMENTOS URBANOS
Do texto de 1992:
Década de 1920. O Grande ABC de hoje era o município de São Bernardo. Por estas bandas de São Paulo crescia o parque industrial, com a liderança decisiva dos distritos de São Caetano e Santo André.
As fábricas atraíam novos moradores, em especial os migrantes do Interior do Estado que trocavam o trabalho da terra (com destaque para o plantio de café) pelo das linhas de produção.
Rasgavam-se os loteamentos urbanos, entre eles os empreendimentos dos futuros bairros Santa Terezinha, Casa Branca e Vila Pires, todos de Santo André.
Eram loteamentos arrojados para a época, sem dúvida. Os loteadores tratavam de investir na insipiente publicidade da época. Usavam os jornais, como a Folha do Povo.

Diário há 30 anos

Sexta-feira, 4 de dezembro de 1987 – ano 30, edição 6616
Manchete – Central briga, bate e muda regimento interno do Congresso Constituinte
Gasolina e álcool 17% mais caros
Meio Ambiente – Aguapés provocam a mortandade de peixes na Billings. Alberto Murayama fotografa a grande proliferação da vegetação em braço da represa cortado pela Via Anchieta.
Trólebus – Metrô vai acionar semáforos da Avenida Faria Lima.
Memória – Mauá homenageia o pesquisador Moacyr Antonio Ferrari, vice-presidente da Comissão Memória de Mauá. Recebe a Medalha Visconde de Mauá, outorgada pela Câmara Municipal por iniciativa do vereador Admir Jacomussi, presidente do Legislativo.
Cultura – Dois teatros são reabertos no Grande ABC, após longas reformas: Procópio Ferreira, em São Bernardo; Paulo Machado de Carvalho, em Mauá.
Polícia – Bombeiro é esmagado e morto por caminhão em Mauá.

Hoje

Dia do Orientador Educacional
Dia do Perito Criminal Oficial
Dia Nacional do Podólogo

Santos do Dia

Bárbara era uma jovem belíssima que sofreu o suplício entre os anos 235 e 313, no Egito ou na Antioquia. Seu pai, pagão, a enclausurou numa torre. Numa viagem do pai, se fez batizar e pagou isso com a morte. É invocada nas tempestades contra o raio.
Bernardo de Parma
João Damasceno, presbítero e doutor da Igreja.

Em 4 de dezembro de...

1916 – Criado o Distrito de Paz de São Caetano.
1917 – O vereador Serafim Constantino, gerente da Matarazzo em São Caetano, viaja para Caxambu, em Minas Gerais.
O Brasil na guerra: a exclusão de alemães do Centro de Comércio e Indústria de São Paulo.
1972 – Saad EC, de São Caetano, contrata o técnico Baltazar, ex-centroavante do Corinthians Paulista, o Cabecinha de Ouro.
Diplomas não chegam a tempo e diplomação dos eleitos em Diadema é adiada.

Municípios Brasileiros

Celebram seus aniversários em 4 de dezembro:
Em São Paulo, Conchas, Santa Bárbara D’Oeste e Chavantes
Em Santa Catarina, Anita Garibaldi.
No Ceará, Independência.
Na Paraíba, Pirpirituba.
No Paraná, Terra Rica
Fonte: IBGE 



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