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Além das galerias

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Shoppings da região abrem espaço para arte e se transformam em grandes centros culturais


Vanessa Soares Oliveira

03/12/2017 | 07:00


Antigamente arte era tratada como artigo de luxo. Apenas a elite tinha acesso e condições de frequentar galerias e exposições, e ter real noção do que aquilo significava. Mas isso mudou. Os artistas ressignificaram o ofício, trouxeram suas obras para as ruas e deram para todos a chance de se aproximarem deste universo.

E pensando em afinar ainda mais este contato, os grandes centros de compras, incluindo shoppings da região – que há muitos anos usam seus estacionamentos para grandes shows e circos –, também abriram espaço para exposições e eventos culturais (além das tradicionais feiras de livros) dentro dos estabelecimentos. “Desde a inauguração, há cerca de dois anos, fazemos parceria com expositores. É um meio de divulgar artistas que, muitas vezes, não têm condições e espaço para mostrar sua arte”, explica Vanessa Nery, gerente-geral do Atrium, em Santo André.

Danilo Senturelle, gerente de marketing do Praça da Moça, de Diadema, concorda que os shoppings são um ótimo jeito de aproximar os artistas da população. “Há quase três anos abrimos mostras. Começamos com o Arte no Praça, em 2015, porque queríamos trazer a cultura de rua, que é muito forte em Diadema, para dentro de nossas paredes. Fizemos uma exposição e o shopping virou uma grande galeria. O intuito era deixar o local mais bonito e mais atraente para o público”, relembra.

No Golden Square, em São Bernardo, onde as exposições tiveram início há dois anos, Thiago Braga, gerente de marketing, garante que o resultado do trabalho é muito interessante. “Recebemos, em média, a visita de 500 mil a 600 mil pessoas por mês. Muitos artistas não teriam como falar com um público deste tamanho”, afirma Braga.

Entre os projetos que o Golden destaca, está o de transformar cerca de 15 a 20 pilastras em telas de pintura. Este foi o que mais causou impacto positivo no público que frequenta o local. “Foi mais uma inquietação. Queríamos um espaço mais quente, com mais cor e com um conteúdo relevante”, relembra.

Em todos os casos, os centros comerciais garantem que o estímulo em promover a arte em nada tem a ver com o retorno financeiro que isso proporciona, mas acaba sendo um atrativo para o cliente que aprecia arte e acaba se tornando fiel àquele espaço. “O retorno financeiro é uma questão secundária. O consumidor encontra as portas abertas e volta para ver outras exposições. O dinheiro é consequência”, acredita Vanessa.

No geral, o contato com os artistas é feito pela própria equipe administrativa dos shoppings, mas em alguns casos, são eles próprios que partem em busca de oportunidade. O controle de público é feito por meio de livro-registro, que acaba sendo o termômetro do que os visitantes mais apreciam.

Em contrapartida, os artistas que ganharam um local a mais para expor. “Amo pintar e, mais do que isso, amo mostrar meu trabalho. Os shoppings são espaços onde há grande fluxo de pessoas. Um ótimo local para expor arte, além de uma excelente oportunidade para o público entrar em contato com ela”, opina Beto Damasceno, um dos artistas que participaram da pintura das colunas no Golden Square.

ENTRETENIMENTO
Além das mostras de arte, os shoppings também têm dado espaço para eventos musicais e teatrais como o Show na Praça, do Golden, espécie de pocket show realizado na praça de alimentação. A proposta já trouxe, entre outros artistas, Mauricio Manieri, Demônios da Garoa, Paula Lima e Luciana Mello. Sessões de stand up comedy com diversos humoristas também entram na programação cultural do espaço. E mais: é tudo de graça.



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