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MTST faz protesto no Paço para cobrar moradia para famílias de ocupação

Marília Montich/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Por volta das 16h, uma comissão formada por integrantes do MTST se reuniu com secretários


Do Diário OnLine

30/11/2017 | 15:40


Atualizada às 21h24

Cerca de 1.000 integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) realizaram protesto em frente ao Paço de São Bernardo na tarde desta quinta-feira. Sem apresentar novas propostas ou solicitações, o ato serviu para cobrar novamente posicionamento do Executivo em relação ao processo de negociação das famílias que ocupam terreno particular na Rua João Augusto de Souza, no bairro Assunção, desde o dia 2 de setembro.

Uma comissão formada por seis pessoas, dentre elas a coordenadora estadual do MTST e organizadora da ocupação, Andreia Barbosa, se reuniu por volta das 16h com o secretário de Segurança Urbana, coronel Carlos Alberto dos Santos, secretário de Assuntos Jurídicos e Cidadania, José Carlos Gobbis Pagliuca, e o Secretário de Gestão Ambiental, José Roberto Gil Fonseca. O encontro durou cerca de uma hora e dentre as demandas apresentadas se destacou o pedido de reunião com o prefeito, Orlando Morando (PSDB), até o próximo dia 11, data em que outra conversa está agendada, desta vez com o Gaorp (Grupo de Apoio às Ordens Judiciais de Reintegração de Posse). Foi proposto ainda que o chefe do Executivo assine decreto de interesse social para a área ou que apresente terrenos que possam receber projeto de moradia.

“Viemos aqui demonstrar a força que a ocupação tem. Todas as nossas pautas vão ser apresentadas para o prefeito e vamos ficar esperando atentos a ligação para uma reunião. Se isso não acontecer, iremos de fato ocupar a casa dele”, disse Andreia em meio a aplausos e manifestações de apoio do grupo.

O grupo deixou a Ocupação Povo Sem Medo às 14h30 e chegou por volta das 15h à Prefeitura. A manifestação foi pacífica e contou com bandeiras, cartazes, megafone e tambores. Gritos de guerra como “povo na rua, prefeito a culpa é sua” e “não tenha medo, ou negocia ou não vai ter sossego” chamaram a atenção de quem passava pelo Centro da cidade no horário. A GCM (Guarda Civil Municipal) e a PM (Polícia Militar) fizeram a segurança no local.

Independentemente do encontro com Morando, a reunião com o Gaorp no dia 11 é aguardada com otimismo pelo movimento. O objetivo é chegar a acordo para a desocupação da área, já autorizada pela Justiça. “Nossa expectativa é que saia uma solução positiva para as famílias. Queremos morar e com dignidade. A cidade tem toda a estrutura para que de fato isso aconteça porque temos áreas que são Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social), além de a MZM também ter a opção de poder vender o terreno para o governo federal para implementarmos o projeto Minha Casa Minha Vida Entidades ali”, afirmou a coordenadora do MTST.

Em nota, a Prefeitura reiterou que o terreno em questão é uma área particular e que não é parte do processo. Afirmou ainda que irá participar da reunião com o Gaorp e mais uma vez reforçou que o problema é jurídico, e não administrativo. Ainda segundo o comunicado, a Administração conta com programa habitacional próprio, obedecendo os critérios de cadastro. (Com informações de Marília Montich)



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