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O Grande ABC e a Capital


Do Diário do Grande ABC

29/11/2017 | 12:27


Artigo

Não existe mais distância entre São Paulo e o Grande ABC, a propósito, a maioria de seus habitantes nem sabe onde a Capital termina e cidades como Santo André, São Bernardo e São Caetano começam porque os limites estão tomados por indústrias e a cada dia cresce a construção de edifícios de apartamentos à beira da Via Anchieta. Então se você quer um motivo para candidatos locais a deputado não alcançar eleição – e para empresas hoteleiras não prosperarem aqui no Grande ABC – este é o primeiro: a falta de distância entre a região e a Capital.

Essa falta faz mal também a outros setores da economia regional – teatros, cinemas, rede hoteleira e empresas jornalísticas – mas agora, para encurtar o texto, vou me ocupar só com a sua má influência ao Grande ABC no período eleitoral.

A falta de distância propicia ao candidato da Capital a oportunidade de acordar cedo e distribuir nas portas de fábricas do Grande ABC o número da sua candidatura. Você há de indagar: o proletariado regional, especialmente o de São Bernardo, não é politizado? É, sim, todavia sempre tem aqueles eleitores que pagam favores em dia de eleição ou simplesmente votam em candidatos aventureiros e assim passam a dispersar a votação das sete cidades, coletivamente chamada Grande ABC. Que ligações têm Fernando Capez e Coronel Telhada com São Bernardo? Nenhuma, mas na última eleição, em 2014, cada um recebeu na cidade mais de 3.000 votos para deputado estadual.

Nessa eleição, São Bernardo votou em mais de 80 candidatos da Grande São Paulo sem nenhum compromisso com a cidade, com a região, com os seus problemas de criminalidade, evasão industrial e desemprego. E a falta destes votos prejudicou a eleição dos candidatos moradores do Grande ABC com um histórico de lutas em favor do desenvolvimento econômico e da prosperidade regional. O que levou esses candidatos aventureiros, sem propostas a disputar votos aqui em São Bernardo para tentar se eleger e barganhar maior espaço político? A falta de distância entre o Grande ABC e a Capital.

Por que ele, o candidato de fora, o candidato paraquedista, vai andar 400, 500, 600 quilômetros em direção a Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Franca, se tem o Grande ABC com 2,3 milhões de eleitores ao lado da Capital? Eles se aproveitam dessa falta de distância, roubam os votos que serviriam para ampliar a representação política da região, de até 15 deputados estaduais e seis federais, conquistam cada um 10, 100, 500, 2.000, 3.000, 5.000 votos, todavia na maioria das vezes não se elegem nem deixam os candidatos locais se eleger e assim enfraquecem a nossa representação política.

Carlos Laranjeira é jornalista e autor de A Vida de Lauro Gomes, entre outros livros.

Palavra do leitor

Jardim das Oliveiras

Li reportagem neste Diário(Setecidades, dia 16) falando do Jardim das Oliveiras, em São Bernardo. Curioso que o ex-prefeito dos malfeitos disse em 2016 que tinha uma licitação para a execução do projeto de descontaminação da localidade, em área antes ocupada por um lixão, que seria aberta em agosto, com previsão das obras se iniciarem até o fim daquele ano. O projeto previa a instalação de sistema de drenagem e que seriam instalados 115 poços para o escoamento do gás, os moradores deveriam observar algumas restrições. A área recoberta, por exemplo, não poderia ter qualquer tipo de atividade agrícola, poços de água ou qualquer escavação e a coisa mais espetacular é que faria a pavimentação das ruas da comunidade, que até então seria feita em apenas duas. Portanto estamos diante da mesma novela só que agora em novo governo. Como fica a situação dos moradores e como regularizar uma situação destas?

Luizinho Fernandes
São Bernardo

Viveiro industrial

Lembram quando Santo André fazia jus ao seu hino, onde diz ‘gigantesco viveiro industrial’? Naquela época, o andreense possuía um dos melhores índices de qualidade de vida do país. Seu emprego proporcionava plano médico, transporte, alimentação, além de salário superior ao de outras regiões. E o fato de trabalhar e morar na mesma cidade rendia muito mais tempo de lazer com sua família. A geração de ICMS era altíssima e o município nadava de braçadas, contando com índices de Educação, Saúde e Segurança exemplares. O dinheiro girava e movimentava as áreas de serviços e do comércio. Infelizmente, a falta de visão de futuro de nossos representantes modificou esse cenário. A evasão industrial e a consequente queda na geração do ICMS provocou efeito em cascata, obrigando o trabalhador a buscar trabalho fora da cidade, sujeitando-se a menores salários com deslocamentos de três a quatro horas diárias. Sem plano médico, viu-se obrigado a apelar para a Saúde pública, gerando colapso no sistema, além do fechamento de hospitais e clínicas particulares. Serviços e comércio também sentiram os efeitos, pois vivem basicamente da indústria. Pior ainda foi a inércia de nossos representantes que sempre optaram pelo mais fácil: aumentar o IPTU para tentar, sem nunca conseguir, cobrir o déficit do ICMS. A reversão desse quadro se faz necessária.

Vanderlei A. Retondo
Santo André

Cleptocracia

O que fazer para banir o sistema de governo de ladrões que reina há décadas no Brasil? Considerando a extensão e a profundidade dos escândalos, seria chocante se isso não acontecesse. Só vamos construir o país que queremos combatendo a cleptocracia que se apoderou do Estado brasileiro. Isso só acontecerá reformando-se legislações que perpetuam a impunidade e a corrupção desbragada, como a indicação política de ministros dos tribunais de contas, dos desembargadores dos tribunais de Justiça dos Estados, indicados pelos deputados estaduais aos governadores através do famigerado 5º constitucional, do Supremo Tribunal Federal e o foro privilegiado de congressistas, governadores, prefeitos e vereadores, permanecendo tão-somente tal privilégio ao presidente da República e o presidente do STF no período do exercício da função.

Francisco Emídio Carneiro
São Bernardo

Luciano Huck

Ainda bem que o apresentador de TV Luciano Huck desistiu de sair candidato à Presidência (Política, ontem). Um país do tamanho e da importância do Brasil, sétima potência mundial, não é para aprendizes. Ele mesmo nunca havia anunciado essa hipótese, mas não era segredo que a mídia, as pesquisas e muita gente pensavam na possibilidade de uma cara nova e sem vício político. Até domingo, Huck vinha deixando a fofoca e os comentários correrem soltos, até porque estava tentando, como admitiu, dizendo ser “insanidade” abandonar sua carreira na televisão e lançar candidatura à Presidência da República. Parece que tais aventureiros, aos poucos, vão caindo na real: sempre se ouviu no Brasil que política não é coisa para aprendizes e sim para profissionais.

Turíbio Liberatto
São Caetano
 



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