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Planejamento de carreira


Isis Borge
Gerente de recrutamento da Robert Half

28/11/2017 | 07:12


1 – A mudança de área é um bom momento para fazer um planejamento de carreira?

Na verdade, nenhum profissional deveria iniciar carreira sem um planejamento mínimo de onde se está, aonde quer chegar e quais são as competências necessárias para alcançar os objetivos. Esse planejamento, porém, não precisa ser engessado. É perfeitamente possível traçar um plano e periodicamente reavaliá-lo para ver se deseja continuar no caminho ou é hora de mudar a rota.

2 – Estou insatisfeita com a atual empresa onde trabalho. Posso pedir demissão sem outra oportunidade em vista?

Se a situação estiver insustentável, pode sim. Mas é mais fácil conseguir outra oportunidade estando empregado porque você terá um maior poder de negociação com a nova empresa. Procurar emprego estando desempregado tende a gerar ansiedade nos candidatos e, em alguns casos, esse sentimento fica evidente para o recrutador no momento da entrevista, gerando impressão negativa. Tendo a mente mais tranquila é sempre mais fácil analisar melhor e com mais calma as oportunidades. Sem contar, também, que você corre o risco de demorar para se recolocar.

3 – Existe um período mínimo ou máximo para permanecer na empresa?

Não há uma resposta padrão para essa pergunta. O importante é ter em mente que todo profissional é considerado um investimento para a empresa que o contrata, e é valorizado no mercado pela capacidade de completar ciclos de projetos e aprendizados. Há inúmeros motivos que levam uma pessoa a querer mudar de emprego, seja em um longo ou em um curto período de tempo. A recomendação é que toda decisão da carreira tenha como base propósitos sólidos e claros, principalmente com relação a curtas permanências em um emprego, de forma que não dê a impressão de que você é um profissional que costuma “pular de galho em galho”.

4 – Qual é a dica para quem quer mudar de emprego?

Antes de aceitar a mudança, procure conhecer bem a empresa que oferece a posição. Esclareça todas as dúvidas sobre a oportunidade: funções a serem desenvolvidas, funcionamento e cultura da empresa e perfil do gestor e da equipe de trabalho. Avalie a localização física da companhia, os benefícios e as oportunidades em longo prazo. Conversar com pessoas que conhecem a empresa ou o mercado de atuação também pode ajudar a evitar arrependimentos após a mudança.

5 – Vale a pena aceitar uma contraproposta?

Não. A contraproposta é um recurso de última hora para reter um talento que, muitas vezes, recebeu uma oferta de emprego em outra empresa. Em um primeiro momento parece ter só vantagens, afinal, ela implica aumento de salário imediato, mas a tendência é que profissionais que aceitam a contraproposta acabam se desligando da companhia, em média, seis meses depois. Isso porque, dificilmente uma mudança profissional é motivada exclusivamente por questões financeiras. Quando um colaborador decide deixar o atual emprego, em geral existem outros aspectos que o incomodam naquela organização, além de a empresa também perder a confiança no profissional devido a contraproposta. Tente listar os prós e contras da empresa onde de trabalha e da proposta que recebeu antes de efetivar a movimentação na carreira. Se acredita que a troca é a melhor opção, siga com a sua decisão. 



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