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Quem tudo quer, tudo perde


Do Diário do Grande ABC

26/11/2017 | 12:20


A busca insaciável de riquezas e poder obscurece a mente. Transforma em pedra o coração do ser humano. A ganância faz esquecer o bem comum e é quase sempre alimentada por mentiras e corrupção. Quando o poder e o dinheiro são colocados em primeiro lugar, organizações e até sociedades inteiras enterram valores que são eternos. A ausência de justiça coloca pessoas contra pessoas, Estados contra Estados, países contra países.

A ganância nada tem a ver com o acúmulo de riquezas fruto do próprio trabalho e suor, pensando no bem-estar dos filhos, da família, pensando em amparo seguro na velhice ou no desenvolvimento de uma nação. 

Todos precisam competir e lutar por dias melhores, mas pensando tanto em si como nos outros, compartilhando realizações e conquistas, bem-estar e felicidade. 

Essa é a justa ambição de pessoas que trabalham, sonham e buscam mundo melhor. Os gananciosos vivem eternamente insatisfeitos com o que têm, querem sempre mais e mais, passando por cima de tudo e de todos.

Sempre houve, ao longo da história, indivíduos, governos, reinos e países dominados pela ganância. Quase sempre suas ações levaram a guerras por conquistas ou ao acúmulo de riquezas nas mãos de minorias, criando imensas injustiças sociais, pobreza e fome. 

O que choca hoje é que a ganância, traduzida na roubalheira diariamente escancarada na mídia, está ficando mais sofisticada. Não somente se subtraem para fins escusos grandes recursos públicos que poderiam dar mais Saúde, Educação e bem-estar à população, como se usam caixas, malas e até apartamentos para esconder tesouros oriundos de obscuros pactos entre poderes públicos e empresários inescrupulosos. 

Em seu livro O Renascimento de Buda, o autor e líder espiritual japonês Ryuho Okawa explica o que significa ser ganancioso. ‘É a mente que procura sempre pegar as coisas para si. É a cobiça para ter sempre mais e mais. Dentro de um coração ganancioso há o desejo forte de se obter status social, reconhecimento profissional e fama.’ 

E Okawa deixa alerta que nos faz pensar: ‘Vocês precisam compreender que a alma cai num mar de lama profundo quando cobiça algo como um ser faminto insaciável. A ganância é um veneno para a mente. Aqueles que possuem uma mente gananciosa são, na verdade, pessoas ignorantes’.

Quem tudo quer, tudo perde, diz a sabedoria popular. Quantas vezes, para ganhar algo, passamos por cima dos interesses dos que nos cercam? Tenhamos a consciência de que não levaremos nada desta vida. Nossa alma só levará o bem e o amor que plantamos.

Milton Nonaka é consultor de novos negócios da editora IRH Press do Brasil. 

Palavra do leitor

Vandalismo

 Lamentável. Desde o ano passado, tenho reparado que os ônibus sem os cobradores passaram a ser vandalizados por marginais que riscam os vidros e os assentos na parte traseira. Já o Metrô, que sempre foi sinônimo de qualidade e limpeza, aos poucos tem sofrido vandalismo em seus trens, onde vândalos riscam os vidros, principalmente na Linha Verde, inclusive os trens mais modernos. Nem o fato de o Metrô ter segurança e sistema de vigilância impede o vandalismo, provavelmente em horários de menor circulação, como fins de semana e madrugadas. Não me espantaria se os vândalos que fazem estrago nos ônibus e nos trens fossem os mesmos. Todos têm direito ao transporte, mas também o dever de usá-los de maneira correta. Espero que providências sejam tomadas para coibir o vandalismo, já que é um absurdo vermos nosso transporte do dia a dia ser danificado por pessoas de mente vazia, sem educação e sem respeito aos que usam o transporte de maneira correta.

Eric Cappellozza

São Bernardo

Direitos humanos

 Para cada jovem negro morto, o que se fez? Para cada desempregado, o que se fez? Para cada avaliação baixa do MEC, sobre o Ensino público, o que se fez? E o trabalho escravo urbano, das grandes cidades, com o subemprego, só tende a piorar com as novas leis trabalhistas. O povo quer o básico, apenas para sobreviver! Que direitos humanos são esses? Que leis são essas, que só se aplicam aos ricos e não atendem a quem mais necessita? Direitos esses que são negados à grande maioria! Sem assistência médica, sem Educação, sem emprego e sem moradia adequada. Mas eu acredito nessa rapaziada mais pobre, que é a base de toda a sociedade. Porque se ajudam entre si, sobrevivem mesmo lhes sendo excluídos todos os direitos de políticas públicas e ainda assim são perseguidos por esse punhado de vampiros que se instalou no poder, assim como os empresários que se aproveitam dessa mão de obra barata. Pois essa é a galera mais importante de toda a sociedade, os desafortunados de privilégios. São guerreiros, porque se superam diariamente. É esse povo que habita a cidade. São eles que constroem casas, hospitais, creches, prédios, escolas, padarias e tudo o que conhecemos, pois são lugares de que fazemos uso e têm grande valor a todos. São eles, todos, que fazem o dinheiro circular, com o pouco que recebem, pelo suor de seu rosto. Só o que eu vejo é pobre jogado na rua, sem perspectiva de vida, esquecidos pelos governantes e toda sociedade. A verdade está na nossa cara, basta olhar ao redor! 

Rafael Alves

Santo André

  

Prestígio

 O leitor Elcio Carvalho (Mal assessorada, dia 23) atentou sobre a nomeação de Lurian, filha de Lula, para assessora de deputada no Rio de Janeiro. Permita-me, caro leitor, pegar uma carona na sua observação. Lurian parece não desfrutar do mesmo prestígio dos outros filhos de Lula, todos ‘empresários’ ricos e com vida mansa. Ela vive de um carguinho aqui, outro ali. Anos atrás, tentou ser vereadora em São Bernardo, não pagou nem placê. Na época o capataz de Lula, Paulo Okamoto, deu uma força meia boca a ela, alugou sala na Rua Jurubatuba para o comitê eleitoral e, diga-se de passagem, o proprietário esperou um pouco para receber o aluguel. O mesmo não aconteceu com Marcos Lula, que elegeu-se facilmente com o apoio do paizão e dinheiro a rodo. A moça também andou por uma cidade de Santa Catarina, onde era secretária não sei do que. E por aí vai. Agora, como disse o caro leitor, desembarcou no Rio. Segue a vida.

Nelson Mendes

São Bernardo



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