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Vencedor é recebido como herói na escola

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vencedor do Desafio de Redação diz que resultado mostra que escola pública tem potencial


Vanessa de Oliveira

25/11/2017 | 07:00


“Mostrei que escola estadual tem potencial dentro da sociedade.” As palavras são do estudante Mateus Bastos de Oliveira, 17 anos, de São Bernardo, vencedor da 11ª edição do Desafio de Redação, concurso literário promovido pelo Diário e que teve como tema O Lixo Nosso de Cada Dia. Em premiação realizada na quinta-feira, o texto do jovem, que estuda na EE Luis dos Santos Metalúrgico, foi escolhido entre 104.451 redações das sete cidades, de escolas públicas e particulares. E ele foi recebido como herói pelos colegas da escola, ontem. 

A conquista lhe rendeu bolsa de estudos integral da USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e uma bicicleta. “As escolas estaduais não são bem vistas, mas creio que provei o contrário”, disse o rapaz, morador do Parque Selecta.

Na unidade, ele estuda desde o 5º ano, e seu empenho é reconhecido desde então pelos professores. “É um aluno esforçado, dedicado, que sempre surpreende”, disse a professora de Língua Portuguesa Jaqueline Lucio Lopes, 33, que intensificou o trabalho voltado à redação para a participação dos estudantes no Desafio. “Trabalhamos em parceria com a professora de Biologia, fizemos rascunho dos textos, apontei erros, o Mateus pegou os apontamentos e fez melhor do que a expectativa”, avaliou.

A criatividade foi um dos pontos de destaque para que o aluno se sagrasse campeão. Enquanto boa parte dos textos atentou-se à questão da reciclagem, Oliveira tratou como lixo o mau comportamento da sociedade, que leva a todos os problemas. “O lixo seria a atitude errada das pessoas, a negligência, a falta de compreensão, de preocupação com o próximo e o amor só consigo mesmo”, contou. 

A inspiração veio do noticiário, que ele acompanha frequentemente. “Sempre acompanho notícias e vejo o conflito da sociedade, as guerras e resolvi fazer uma coisa diferente.” 

O hábito de ler também foi fator importante na hora de passar a ideia para o papel. “Leio bastante, pois a leitura agrega colocação de palavras, o texto terá mais coesão e coerência, além de melhorar também a eloquência na fala.” 

Após a saída da escola, ele, que é filho único, ajuda os pais em uma empresa de panificação recém-aberta, conciliando com as lições de casa. No ano que vem, ingressará na USCS para cursar Tecnologia da Informação. “Quando era pequeno, sempre mexia com computador, arrumava, me apaixonei pela área da informática”, falou, ansioso para a nova fase.

Se na redação ele soube como usar as palavras, agora, vencedor do concurso, elas lhe faltam. “É uma emoção que não tem como explicar.”

A redação do estudante poderá ser lida amanhã, no caderno D+ do Diário.  



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