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Mundo virtual: perigoso como o real


Do Diário do Grande ABC

24/11/2017 | 11:28


Artigo

Brasileiro adora novidade. Estamos entre os países que adotam mais rapidamente novas tendências. Se por algum tempo houve temor e resistência em aderir a novos dispositivos ou aplicativos, a realidade hoje é diferente – estamos abertos a mudar nossos hábitos com a utilização de tecnologias inovadoras, principalmente na internet.

Essa postura, no entanto, camufla a deficiência da população em entender os perigos e os riscos do mundo virtual. Estamos mais do que nunca expostos a ataques cibernéticos, e a falta de conscientização para compreender as ameaças presentes no mundo virtual (web, redes sociais) faz-nos expormos nossas vidas, dados pessoais e privacidade. Preferimos gastar na compra de novo smartphone a investir em antivírus, e quando lemos notícias sobre ciberataque global – como o Bad Rabbit – achamos que é algo muito distante da nossa realidade.

Infelizmente, qualquer um de nós pode ser vítima de criminosos virtuais, mesmo que não tenhamos bitcoins em nosso nome. Afinal, quem nunca recebeu SMS ou e-mail com mensagem do tipo: ‘Parabéns! Você foi premiado com iPhone’, entre tantas outras. Parece óbvio que esses comunicados são maliciosos e não devem ser clicados, mas esteja certo de que muitas pessoas desatentas irão fazê-lo.

Maneira eficaz de alertar sobre esses golpes é explicar a sua finalidade. Por que vírus é criado? Eles têm o objetivo de tomar o controle de uma rede, invadindo computador conectado nela, para se instalar nos servidores e executar missão – que pode ser, por exemplo, criptografar todos os arquivos e depois exigir resgate para recuperá-los. Outro ataque muito comum é aquele que passa a enviar e-mails Spams maciçamente a partir de endereço de IP fora da lista negra dos sistemas AntiSpam. Para ser bem-sucedida, a invasão precisa de cooperação involuntária da vítima. O vetor mais utilizado hoje em dia ainda é o e-mail, com arquivo executável anexo. Essa prática é conhecida como phishing – do verbo inglês to fish (pescar) –, metaforicamente anzol com isca atirado para fisgar ‘peixe’ descuidado.

Longe do acesso da maioria de usuários de tecnologia, existe o ‘mercado negro virtual’, como a Dark Web – parte da Deep Web, invisível para os browsers comuns e para o Google. A melhor forma de se proteger é procurar se informar, buscar por bons antivírus e ser muito seletivo no comportamento on-line, principalmente em redes sociais. O Brasil tem avançado muito nas discussões sobre o mundo virtual, mas nenhuma dessas ações será plenamente aproveitada se não conscientizarmos a população sobre os cuidados essenciais. Fique alerta! Desconfiar sempre é boa regra.

Francisco Camargo é presidente da Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software).

Palavra do leitor

Por essas e outras
Em relação à reportagem ‘Igreja Católica traça plano para estancar debandada de fiéis’ (Setecidades, dia 16), as pessoas, equivocadamente, pensam que fé é o poder sobrenatural que deve ser usado para conseguir dinheiro, prosperidade financeira e coisas do tipo. E que devem ir à igreja para exercitar a fé e conseguir todas essas ‘bênçãos’. Devemos abandonar essa postura de buscadores de bênçãos. Estes não estão tão interessados na pessoa de Jesus, mas naquilo que Jesus pode fazer por eles. O buscador de bênçãos é como a pessoa que vai a uma loja fazer compras: não quer saber se o dono está bem ou mal, feliz ou triste, com saúde ou doente. O seu interesse é com o produto que o dono oferece. Assim também é o buscador: ele não quer nem saber de Jesus, só quer conseguir bênçãos. E é por essas e outras que a Igreja, antes de querer fazer política clientelista, deve assumir seu papel de evangelizadora e não em apoios políticos. Está na contramão da escrita. O papa, em 2013, já tinha avisado que a postura da Igreja estava em contradição.
Luizinho Fernandes
São Bernardo

Sepulcral
Vergonhoso, após duas décadas de descaso, o silêncio imperar nos prefeitos do Grande ABC, da Capital e do governo Alckmin em relação aos problemas existentes na Avenida dos Estados (Setecidades, dia 16). Beira o ridículo. Eu teria vergonha em ser prefeito em uma dessas cidades que margeiam essa artéria viária. Sujeira nas calçadas, falta de faixas de sinalização de solo etc. Mas esperar o que se ainda na década de 1990 o então governador Mário Covas, indagado sobre as melhorias nessa via, retrucou e respondeu: ‘Onde fica isso?’ Vejam como os governantes desconhecem as necessidades dos cidadãos! O governo estadual, inoperante e que não consegue suprir a demanda da nossa região, acha que seu curral eleitoral no Interior vai elegê-lo presidente. Por essas e outras digo que o sistema político brasileiro faliu. Vamos esperar o próximo capítulo dessa novela com um novo ator, o Ministério Público estadual.
Ailton Gomes
Ribeirão Pires

Absurdo
Ficar estarrecido e indignado neste País nem vale mais a pena. Quer dizer que a Câmara Municipal de Mauá terá reajuste de 10% em seu butim enquanto o orçamento municipal para 2018 será 0,12% menor (Política, 22/11)? Como diz Silvio Luiz: “Pelo amor dos meus filhinhos!”.
Manoel Henrique A. Silva
Santo André


Luiz Fux
O eminente Luiz Fux deve estar querendo trabalhar na TV. Adora falar coisas sem noção, claro por se achar o bão e ainda não precisar usar o SUS. Agora, com essa de auxílio moradia, é uma vergonha. Sem falar nas férias de 60 dias e ainda auxílio escola para os filhinhos dos juízes que ganham tão mal. Que moral esse senhor tem para querer ditar regras inclusive em relação aos politicos? Afinal, o STF nunca antes foi tão corporativo e tão interesseiro. Concordo plenamente com o advogado que quer pedir o seu impeachment. Afinal, todos adoram ter direitos nesse País dos espertos.
Marieta Barugo
Capital

Trânsito caótico
A obra do corredor da Avenida João Firmino, em São Bernardo, já virou uma novela sem fim. Desde o rompimento da tubulação de água no local, há mais de dois meses, tem se tornado um verdadeiro caos no trânsito da região. Os motoristas precisam fazer um retorno enorme e demorado, principalmente no horário de pico, embora o trecho afetado já esteja pronto. E também o corredor da Avenida Senador Vergueiro em frente da Rua Continental, vira um caos, juntamente com a Rua Kara próximo da Cidade da Criança, o que aumenta mais o estresse dos motoristas. Eles não têm outras alternativas para fugir destes trechos problemáticos.
Estela Pires Albuquerque
São Bernardo do Campo 



Comentários

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