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Símbolo cheio de significado

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Criada para marcar nova fase após o império português, a Bandeira Nacional é celebrada hoje


Tauana Marin

19/11/2017 | 07:29


O maior símbolo da nossa Pátria é festejado hoje, com a celebração do Dia da Bandeira. A comemoração passou a fazer parte da história do País após a proclamação da República, no ano de 1889, e marca a identidade nacional após o período do império português, que comandou a Nação por 67 anos.

As formas geométricas nas cores verde, azul e amarelo têm raízes ainda na época imperial. Seu desenho foi assinado pelo francês Jean-Baptiste Debret e oficializada por D. Pedro I em 18 de setembro de 1822. Dela derivam o retângulo verde e o losango amarelo, que se mantêm até os dias de hoje. Com a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, Raimundo Teixeira Mendes apresentou o projeto da nova bandeira, desenhada pelo pintor Décio Vilares. O antigo brasão imperial foi retirado e a esfera azul foi adicionada, contendo as estrelas que representavam o céu do Rio de Janeiro na data da adoção da República, sendo ainda atravessada por faixa branca com as palavras Ordem e Progresso. O projeto foi levado à casa do marechal Deodoro da Fonseca, que oficializou o trabalho em 19 de novembro de 1889.

APRENDIZADO

Com aulas sobre a tema no Liceu Monteiro Lobato, de Santo André, Heloisa Siqueira Oliveira, 11 anos, aprendeu que as cores e formas da bandeira dizem muito sobre o Brasil e seu povo. “Antes havia detalhes que representavam a Monarquia, época em que os reis governavam. Com a república, alguns itens mudaram e, hoje, acho ela (a bandeira) ainda mais bonita.”

Dentro do círculo azul no centro, cada estrela tem uma representação. “São 27, que representam as unidades federativas, e a estrela de cima representa o Distrito Federal”, explica Lucas Pama de Vasconselos, 10. A escola tem o costume de pedir aos estudantes que cantem os hino Nacional e da Bandeira. “Não acho legal vaiar os hinos, é desrespeito e muito chato.” 

Colega de Lucas no colégio, Mateus de Seixas Aguiar, 11, acredita que os dizeres presentes no desenho precisam ser lembrados sempre. “É exatamente tudo o que falta no nosso País hoje, infelizmente. A corrupção impede que o dinheiro seja destinado a escolas e hospitais e aos cuidados com moradores de rua, por exemplo. Temos que ter foco nessas palavras e seguir em frente. Todos somos filhos do Brasil.”

Mudanças são possíveis, mas precisam convencer

A Bandeira Brasileira pode sofrer alterações por meio de propostas de qualquer pessoa, que também pode sugerir desenho totalmente novo. No entanto, o trabalho precisa ser levado à um representante na Câmara dos Deputados e no Senado para que o projeto seja analisado, votado e depois levado para sanção presidencial. 

Trata-se de decisão difícil, já que seria necessário grande trabalho de divulgação e esclarecimento do trabalho para que as pessoas conheçam o que será mudado. É importante que essa possível nova bandeira seja aceita pela população. 

O designer alemão radicado no Brasil Hans Donner (conhecido por desenvolver aberturas de novelas e artes para a Rede Globo), por exemplo, apresentou sua visão para possível mudança do desenho. Ele apostou no trabalho de degradê para as cores, além de sugerir o escrito Amor, Ordem e Progresso.

As alterações ao longo dos anos foram significativas, principalmente quanto ao número de estrelas das constelações que representam Estados e o Distrito Federal. Para se ter ideia, na época da criação da bandeira Nacional (em 1889), eram 21 as estrelas que representavam as nossas entidades da federação.

Consultoria de Tiago José Berg, vexilólogo (quem estuda bandeiras, histórias e significados), docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (Campus Capivari) e autor dos livros Hinos de Todos os Países do Mundo (2008) e Bandeiras de Todos os Países do Mundo (2013). 



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