Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 22 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Para ficar longe do perigo

Arte/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Do Diário do Grande ABC

14/11/2017 | 10:50


A chegada do verão, estação que começa no dia 21 de dezembro e que tradicionalmente é época de chuvas fortes, coloca em alerta as prefeituras do Grande ABC, que a partir do dia 1º adotam ações específicas para monitoramento em áreas de risco a fim de reduzir a possibilidade de tragédias, sobretudo causadas por deslizamentos que significam ameaça à vida de milhares de pessoas. Sem ter para onde ir ou condições financeiras que lhes garanta uma moradia digna e segura, se arriscam ao pé de morros ou em casas que se equilibram à beira de perigosos barrancos.

Obviamente o trabalho preventivo é fundamental, mas geralmente é impossível prever o tamanho da ameaça que a chuva pode oferecer. Como não podem atuar em todas as áreas de risco – havia 630 moradias passíveis de deslizamento em setembro de 2016, segundo mapeamento do Consórcio Intermunicipal –, as prefeituras contam com o importante reforço de dezenas de voluntários das próprias comunidades, que atuam como verdadeiros anjos da guarda e alertam moradores e defesas civis ao menor sinal de problema. 

São treinados e sabem o que é preciso fazer nas emergências, mas não se pode deixar para eles tamanha responsabilidade. Afinal de contas, se as ações falham, vidas são colocadas em risco. Abnegados, esses voluntários trabalham praticamente o ano todo, como o casal Paulo e Terezinha, moradores do morro do Macuco, bairro de Mauá onde três pessoas morreram soterradas em deslizamento de terra causado pela chuva, em janeiro de 2011.

De lá para cá as ocorrências com vítimas fatais causadas pela chuva no Grande ABC praticamente desapareceram. Mais porque as precipitações não foram tão intensas quanto naquele 2011 do que pela intervenção do poder público, que ainda não conseguiu retirar todas as famílias que moram em áreas de alto risco. Aliás, muitas que, com medo, um dia saíram, hoje estão de volta porque ainda estão entre as milhares que esperam ter um lugar mais seguro para viver, longe de morros e barrancos.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados