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Gestão de água: rompendo modelos


Do Diário do Grande ABC

10/11/2017 | 13:04


Artigo

Um dos temas mais complexos para quem trabalha com água no Brasil hoje é a gestão hídrica. Perguntas aparentemente simples trazem grandes desafios, sejam para gerir melhor o maior manancial de água doce do mundo – que representa 12% do volume total –, sejam para administrar a costa marítima, que, se bem gerida, pode se tornar grande fornecedora de água dessalinizada.

O que tratar? Esse é o ponto inicial. Embora conhecido como País rico em águas, as mudanças climáticas combinadas com o adensamento populacional têm criado áreas onde essa água tratada já não é mais suficiente. É preciso identificar e trazer ao plano recursos que não eram levados em consideração até hoje. Água do mar, efluentes para reúso e fontes de mananciais antes poluídos devem ser tratados e somados em novo balanço hídrico. Esses recursos passam obrigatoriamente pela qualidade.

Como tratar? Trata-se do maior desafio. Se por um lado é óbvio que novas tecnologias, como tratamento com membranas, podem garantir a qualidade, por outro existe dificuldade enorme para superar a resistência ao novo. No que diz respeito aos investimentos, as análises são financeiras, mas deveriam ser econômicas. Análises econômicas consideram questões mais amplas e de longo prazo em que rentabilidade e lucratividade são mais relevantes.

Onde tratar? As questões geográficas – sejam de âmbito federal, estadual ou municipal – são muito complexas dadas as diferentes regulamentações, e geram limitações de investimentos. Inúmeras companhias de saneamento não conseguem ter o fluxo de caixa positivo, o que impede novos investimentos. A gestão sobre perda de água (pelas diversas formas, como roubo, vazamento nas tubulações, alta frequência de lavagem dos filtros de areia existentes) é primordial para garantir a receita das empresas, permitindo que elas invistam e melhorem as condições de saneamento.

Por fim, quando tratar? A palavra-chave é planejamento. Estatísticas demonstram que a seca de São Paulo em 2014-2015, que não acontecia havia cerca de 80 anos, se repetirá – mas em períodos curtos e em diferentes intensidades. Independentemente se vamos vivenciar ou não nova crise, sabemos que o futuro é incerto, mesmo com o legado positivo das próximas gerações. Se alguém, anos atrás, tivesse pensado nisso, talvez as crises enfrentadas em São Paulo e agora a do Nordeste teriam sido evitadas.

Chegou o momento de romper modelos antigos e criar nova gestão hídrica para garantir o futuro das próximas gerações e a busca de meio ambiente mais sustentável e mundo melhor.

Renato Ramos é diretor comercial da empresa Dow Water e Process Solutions e mentor do Laboratório de Inovação da Água.

Palavra do leitor

Assessores

Quer dizer que o prefeito de Diadema, Lauro Michels, paga salário de mais de R$ 10 mil a dois candidatos derrotados na eleição que trabalham como assessores de gabinete e está brigando para mudar o estatuto dos funcionários públicos tirando direitos dos trabalhadores (Política, dia 7)? Não sabemos qual o tipo de serviço que esses dois iluminados realizam. Infelizmente, no nosso País, político derrotado acaba vencendo no fim. Eleitores de Diadema, atenção para seu voto em outubro de 2018.

Manoel Henrique A. Silva
Santo André

Histórico

No passado, há décadas, havia na Praça Embaixador Pedro de Toledo (conhecida como Largo da Estátua), em Santo André, relógio que, segundo conta-se, é réplica do famoso Big Ben de Londres. Esse relógio há muito tempo foi transferido ao Parque Regional da Criança (ou Parque Palhaço Estremelique), porém, está parado. Há anos não funciona. Passei por lá e vi uma placa que diz: ‘Mais um passo da grandeza desta homenagem ao 4º centenário da colônia japonesa aos municípios de Santo André, São Caetano e São Bernardo oferecido em prova de gratidão’, datada de 8 de abril de 1953. Já se passaram várias gestões na Prefeitura de Santo André e o relógio continua parado. Será que algum órgão da administração municipal não poderia agir e devolver à colônia japonesa das três cidades a gratidão pela homenagem e presente valioso que nos deu? Não concordo com a ingratidão. Informo que não sou político e honro a minha posição religiosa.

José Marcelino da Silva Neto
Santo André

Temer

Quem diria que Temer, político experiente, conseguiria o feito de ser rejeitado por 97% da população! Parte o considera golpista, por entender ter sido ele o articulador do impeachment de Dilma; parte o considera indigno do cargo justamente por ter sido vice de Dilma e acredita que ele deveria ter saído junto; e uma terceira parcela, por ele ser alvo de denúncia por organização criminosa e obstrução à Justiça. Todos querem vê-lo fora do Planalto. As reformas estruturais divulgadas em seu discurso de posse (política, trabalhista e previdenciária) não passaram de simples arremedo perante às necessidades da sociedade, sem contar a tributária, que nem do papel saiu. Mas uma coisa precisa ser reconhecida: mesmo com toda sua impopularidade e dos percalços causados pelo Congresso, não há dúvidas de que o País está muito melhor do ponto de vista econômico e isso é bom sinalizador para o futuro.

Vanderlei A. Retondo
Santo André

Previdência

O presidente Michel Temer está rico e pouco vai alterar a vida particular dele com ou sem a reforma da Previdência. Mas com tanta hipocrisia, especialmente dos partidos ditos únicos honestos – como Psol e Rede –, deveria abrir as portas do palácio a toda a imprensa do Brasil, chamar os partidos e colocar os pingos nos ‘Is’, principalmente em relação aos funcionários públicos, que ganham aposentadorias milionárias, em especial os juízes e ministros, e que todos dissessem por que são contra a reforma. Afinal, a hipocrisia no País está prejudicando não Michel Temer em si nem o governo dele, mas o povo, em especial os que irão se aposentar daqui a alguns anos. Chega de opositores que, na verdade, são pessoas sem noção e que, esses sim, querem dar golpe nos futuros aposentados.

Marieta Barugo
Capital

À vontade não mais

Até quando o Ministério da Saúde vai permitir que redes de lanchonetes ofereçam refrigerante à vontade aos seus clientes? Outros países aumentaram os impostos sobre refrigerantes, sucos e outros produtos sem nenhum valor nutricional e dessa forma reduziram os casos de diabete, pressão alta, obesidade etc. É tragédia anunciada permitir que os cidadãos abusem do açúcar, um dos mais baratos produtos, para daqui alguns anos gerarem inúmeros custos à Saúde pública e ainda ocuparem as vagas das pessoas que se alimentavam corretamente. Convenhamos que a indústria do açúcar não depende apenas do consumidor para lucrar e em última análise é interessante que seus consumidores conservem a saúde.

Daniel Marques
Virginópolis (MG) 



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