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Reposicionamento e novas metas

Foto: Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vagner Aquino
Do Diário do Grande ABC

10/11/2017 | 07:30


A recente aliança entre Renault e Mitsubishi – anunciada há cerca de dois meses – promete dar o que falar. Só em números, o grupo (que engloba também a Nissan) pretende aumentar em 70% as vendas de veículos na América Latina entre 2017 e 2022 – dos 354 mil emplacamentos fechados até 2016, o objetivo é ampliar para 600 mil. A nível mundial, passará de 3,5 milhões de unidades para 5 milhões em cinco anos. No Brasil, a meta é chegar a 10% de participação, que hoje está em 7,7%, considerando automóveis e comerciais leves. “Até o fim do primeiro semestre de 2018 estaremos com 8%”, projeta Olivier Murguet, presidente da Renault Américas.

Além de querer entender quem é e onde está o cliente, e mapear o modelo de vendas do brasileiro, a Renault prefere não adiantar detalhes de suas estratégias na ofensiva de produtos. O que se tem de concreto é o lançamento da picape média Alaskan, que usa a mesma base da Nissan Frontier, mas inova em visual e leva o logo da Renault na grade dianteira. De acordo com Murguet, o modelo será importado da fábrica da marca de Santa Isabel, na Argentina. A promessa é apresentá-lo durante o Salão do Automóvel de São Paulo de 2018 e começar a vendê-lo até o fim do respectivo ano.

Por outro lado, o Fluence – que não é mais competitivo frente à concorrência (Toyota Corolla – a partir de R$ 91 mil – e Honda Civic – R$ 87,9 mil) e vem emplacando apenas vendas diretas – sairá de linha em breve. Não haverá substituto. Hoje, o modelo parte de R$ 99.350 e tem motorização 2.0 flex. De acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), enquanto o japonês líder da categoria, o Corolla, vendeu 5.934 unidades em outubro e 54.085 no ano, o francês não passou dos 274 emplacamentos no mês e 890 em 2017.

MERCADO - Em relação ao mercado brasileiro, Murguet prevê crescimento. “Em 2022 teremos vendido cerca de 3,1 milhões de veículos anualmente (setor como um todo), ou seja, alta de 60%. Na verdade, voltaremos ao nível de dois anos atrás”, enfatiza. Se a previsão se confirmar, a taxa de motorização do brasileiro tende a subir cerca de 20%. Hoje, a média é de 293 carros para cada 1.000 habitantes. Para efeito de comparação, na Argentina a proporção é de 304 a cada 1.000 e, na França, de 600 a cada 1.000.

No ano que vem, a Renault completa 20 anos de fabricação no Brasil (começou em 1998 com o Scénic). De lá para cá já foram 2,3 milhões de emplacamentos de veículos da marca no País, porém, muitos não deram certo, como o compacto Twingo, por exemplo. E é justamente norteada por este tipo de fracasso que a Renault do Brasil deixou de cogitar a venda do utilitário Koleos por aqui – o modelo havia sido confirmado durante o Salão de São Paulo de 2016.

De acordo com Luiz Pedrucci, presidente da Renault Brasil, o foco agora será voltado à melhora de produtos já existentes, como o Kwid, que já soma 17,5 emplacamentos desde o seu lançamento, em agosto. No fim de setembro, o modelo chegou ao patamar de segundo carro mais vendido do País, superando as 10 mil unidades. E vem novidade por aí. “Haverá nova versão do compacto”, garante o executivo, que não quis adiantar detalhes.

Questionado sobre o Rota 2030, Pedrucci fala que o programa tem os mesmos princípios de melhora de eficiência energética (com carros elétricos) e investimento em desenvolvimento local do atual regime (Inovar-Auto, que expira no fim do ano). Agora, a expectativa é que a iniciativa se volte, ainda mais, para melhorar a segurança dos veículos. 



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