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Semente da indústria moveleira. E o Grande ABC discutido em duas mesas

Duas mesas marcarão o primeiro dia de exposição e debates: 1ª) O Grande ABC no imaginário artístico e literário regional: 2ª) Patrimônio: diálogos intermunicipais e interregionais


Ademir Médici
do Diário do Grande ABC

08/11/2017 | 07:30


Mais dois dias, sexta-feira, 10 de novembro, e começa o 14º Congresso de História do Grande ABC, aberto a todos os interessados.

A memória do Grande ABC volta vistas para Rio Grande da Serra, cidade da vez para a realização do Congresso.
Toda a programação está no site www.consorcioabc.sp.gov.br

Duas mesas marcarão o primeiro dia de exposição e debates: 1ª) O Grande ABC no imaginário artístico e literário regional: 2ª) Patrimônio: diálogos intermunicipais e interregionais.

Há uma flagrante alteração no mapa florestal do Estado de São Paulo, o editado no início do século 20 e a realidade atual. Há pouco mais de 100 anos, a malha florestal cobria praticamente todo o Estado, superando os 90%; hoje, com menos de 5%, esta área verde concentra-se ao longo da Serra do Mar, cobrindo amplo espaço do Grande ABC, em especial a linha Riacho Grande a Paranapiacaba, incluindo Rio Grande da Serra.

Os técnicos apontam a lei de proteção aos mananciais, de 1976, como fator determinante para isso. E o que surpreende é que, no passado, o Grande ABC produziu muita madeira e lenha, devastando florestas, para atender ao mercado paulistano e a indústria moveleira de Santo André e, principalmente, de São Bernardo, este considerado até o advento da indústria automobilística como a Capital do Móvel paulista.

Havia as serrarias, como confirma a pesquisa de Jorge Henrique Scopel Jacobine (segunda parte), mostrada especialmente por citar a Estação Rio Grande, hoje Município de Rio Grande da Serra – que será palco do 14º Congresso de História do Grande ABC.

Madeira para telefone?
Pesquisa e texto: Jorge Scopel Jacobine
No registro dos impostos sobre indústrias e profissões da Freguesia de São Bernardo, referentes ao exercício de 1882-1883, a Estação Rio Grande aparece abrigando 18 remetentes de lenha. Aparece, também, a serraria a vapor de Hans Ravache.

Esta serraria esteve em atividade por quase toda a década de 1880. Talvez seja a continuidade da serraria ontem focalizada, da década de 1870.

Essas referências indicam que a Estação Rio Grande foi, entre as décadas de 1870 e 1880, o principal centro da indústria da madeira nas proximidades da estrada de ferro e sede de uma pequena povoação no atual Grande ABC.

A partir das décadas de 1890 e 1900 os remetentes de lenha irão se concentrar na área da Estação Ribeirão Pires, e as serrarias a vapor e engenhos de serra no atual Distrito do Riacho Grande, em São Bernardo.

Em quase todos os anos, entre 1898 e 1905, o antigo Município de São Bernardo aparece entre os três maiores produtores de madeira serrada do Estado, segundo o Anuário Estatístico de São Paulo, o que nos dá a dimensão da importância deste ramo industrial na economia da região.

A serraria Hans Ravache & Comp aparece no ano de 1887 em almanaque organizado em São Paulo por Jorge Seckler (Almanach da Província de São Paulo – Administrativo, Comercial e Industrial).

Alguns anos depois, em 1894, o jornal O Comércio de São Paulo traz um anúncio da empresa Erhart e Weigl, fabricante de aparelhos elétricos. Esta mesma empresa, entre os anos 1892 e 1894, aparece nos documentos da Prefeitura de São Bernardo como proprietária de uma serraria a vapor na Estação Rio Grande.

É possível que a madeira extraída em Rio Grande fosse utilizada pela Erhart e Weigl na produção dos seus aparelhos elétricos, como o telefone, cujo modelo aparece em seu nome.

E já se passaram 50 anos, gente do Senador...
Os 50 anos de formatura da turma de 1967 do Colégio Técnico Senador Flaquer, em Santo André, serão marcados nesta sexta-feira, às 19h, com reencontro no Primeiro de Maio FC (espaço Bistrô). Uma celebração especial por tratar-se do Jubileu de Ouro. Mas, informa a organizadora Márcia de Jesus, o reencontro é realizado há 10 anos, todos registrados com fotos e banner. Em homenagem a todos, Memória seleciona a foto de hoje.

Diário há 30 anos
Domingo, 8 de novembro de 1987 – ano 30, edição 6.594
Manchete – Constituintes fieis a Sarney já admitem diretas em 1988.
Indústria – Cresce impasse entre Autolatina (Ford e VW) e governo.
Construção civil – Mercado imobiliário reaparece como boa opção de investimentos; o reaquecimento no setor de alto padrão atingiu a região nas últimas semanas. Reportagem: Niceia Climaco de Freitas.
MÓDULO AZUL DO BRASILEIRÃO – No Estádio Bruno Daniel, Santo André 0, Uberaba 0.

Em 8 de novembro de...
1827 – Império ordena à Província de São Paulo medidas para acolher imigrantes a serem enviados pela Corte. As primeiras famílias alemãs chegam em 1828 e são encaminhadas à Colônia de Santo Amaro.
Os primeiros imigrantes europeus chegarão ao Grande ABC meio século depois, em São Bernardo e São Caetano.
1917 – Maria José Cyrillo de Castro licencia-se por dois meses da escola do bairro da Ponte, em São Bernardo; é substituída pela professora Maria Theresa de Freitas Garcia.
O Brasil na guerra. Do noticiário do Estadão:
O projeto do estado do sítio vai ao Senado.
A nossa preparação militar.
Continuam as demonstrações patrióticas.

Santos do dia
Deodato
Godofredo
Beato João Duns Scoto

Hoje
Dia Mundial do Urbanismo
Dia do Radiologista.
 



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