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Satisfação e alegria


Márcio Bernardes

30/10/2017 | 16:19


O reencontro, depois de vários anos, foi extremamente agradável. Claro que o tempo passa e o corpo sente o peso dessa mudança. Sábado, antes de São Paulo e Santos, no salão nobre do Pacaembu, lá estava tomando um cafezinho, nada mais, nada menos do que um dos monstros sagrados do futebol brasileiro: Clodoaldo Tavares Santana. Ele estava só, sem aquelas aglomerações que provocava por onde passava e com calma tivemos tempo de relembrar grandes momentos que passamos.

Clodoaldo, ou Corró, foi um dos maiores jogadores da história do Santos e do Brasil. Titular absoluto naquele timaço de 1970, fazia com a bola gestos artísticos, porque sabia se colocar em campo, não errava passes e era belo como o maestro e sua baqueta a frente da orquestra.

Quase setentão, Clodoaldo reclamou que tem sofrido muito com seus joelhos. Não consegue mais descer uma escada normalmente. Osso bate no osso e provoca dores fortes. Já tentou de tudo, mas matuto, lembrando suas origens sergipanas, resiste a aderir a modernidade, tomar remédios que podem ajudar e usar recursos da fisioterapia para reverter o problema.

Correr, nem pensar. Apenas natação. Aliás, as piscinas ganharam um cracaço de bola. Ele nada 1.500 metros por dia, seis dias por semana. A memória continua privilegiada, porque suas lembranças são gloriosas. Talvez uma exceção nessa história: o erro da comissão técnica e do médico Lídio de Toledo que precipitaram o seu corte para a Copa de 1974. Mas o sorriso contido transparece que não ficou qualquer mágoa.

Os mais jovens devem bater um ''Google'' em Clodoaldo Tavares Santana para encontrar uma das mais fantásticas histórias do futebol brasileiro.

Quem diria?!

Mesmo quando o Corinthians tinha 11 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, enfatizávamos aqui que o campeonato não estava resolvido. Faltando sete rodadas para terminar, está tudo em aberto. Em cima e embaixo.


 



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