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Experiência de viajar pelos ares

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Na chegada do Dia do Aviador, celebrado amanhã, crianças relatam contato com aviões


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

22/10/2017 | 07:00


Sobrevoar cidades, Estados e países. Percorrer longas distâncias em poucas horas são possíveis graças ao avião. Essa máquina que leva e traz pessoas, animais e cargas se transformou ao longo dos anos. Amanhã, comemora-se o Dia do Aviador e, há 111 anos, o brasileiro Santos Dumont fez seu primeiro voo com o 14 BIS, dando início à aviação que conhecemos hoje.

Mesmo com os avanços tecnológicos, imaginar um grande material sobrevoando os céus ainda impressiona. Laura Kaori Okawabata, 12 anos, do Colégio Piaget, em São Bernardo, já voou antes e adora a experiência. “Gosto de olhar pela janela do avião quando ele vai pousar e ver as manobras que consegue fazer no ar”, diz a menina. “Apesar de o material dos dias de hoje ser específico e mais leve, ver algo pesado voar desafia as leis da natureza.”

Amigos de escola de Laura também ficam encantados com esse meio de transporte. Anna Clara Pereira Cini, 12, acredita que a força dos motores é fundamental para fazer um avião funcionar. “As asas ajudam e servem para orientar as manobras e a direção que o avião tenha que fazer, usando a força dos ventos a seu favor.”

A força de empuxo é uma das responsáveis por manter a máquina no céu. É a lei da ação e reação, ou seja, é a força contrária à gravidade, que puxa tudo para o chão. Cria-se então o equilíbrio, uma vez que é preciso vencer o peso do avião. O mesmo acontece com uma bola de plástico que é empurrada para dentro de uma piscina e, quando solta, volta à superfície.

Outro fator: quando a velocidade da passagem do ar por uma superfície aumenta, a pressão diminui. Por isso a importância das asas. As hélices ou turbinas dão o impulso e vencem a resistência do ar.

Armando Youssef Arabi e Nicolas Alvares, ambos com 11 anos, observaram detalhes quando viajaram dentro desse tipo de transporte. “As asas se movem, abrem ou recolhem certas abas para garantir que o avião plane”, comenta Nicolas. Apesar de se sentir seguro, Armando confia em quem comanda as aeronaves. “Os pilotos precisam ser pessoas estudadas e com grau de responsabilidade elevado. Não dominamos a aviação a ponto de não haver erros, mesmo que poucos.”

Os estudantes participaram de projeto com foguetes, que nada mais são do que a evolução da aviação. No entanto, esses carros espaciais voam após uma combustão, explosão que os lança rumo ao espaço.

Pilotos precisam de teoria e muitas horas de voo

Para se tornar piloto ou pilota e dirigir aeronaves é preciso realizar cursos específicos. O mercado abre espaço para comandantes em atividade por companhias aéreas comerciais ou para atuar em outras áreas, como aviação executiva, aviação agrícola, instrução ou mesmo para voar com o próprio avião.

O primeiro passo é procurar um aeroclube ou escola de aviação, onde será desenvolvido o aprendizado teórico (com duração de cerca de seis meses), além de exame médico. Depois disso, a pessoa faz prova na Anac (órgão que estabelece as regras para o setor no País). Se for aprovada, poderá iniciar sua formação prática de voo, que será composta de 40 horas (mínimo para operar o próprio avião).

Para ser contratado por uma empresa aérea, por exemplo, é preciso de mais aulas práticas (horas de voo). Algumas exigem 1.500 horas de atividade. Cursos superiores como Aviação Civil ou Ciências Aeronáuticas também podem ser pedidos, assim como bom conhecimento da Língua Portuguesa e de outros idiomas. A legislação brasileira não exige a formação superior.

Santos Dumont é o Pai da Aviação no País

No Brasil, Alberto Santos Dumont (1873-1932) é considerado o Pai da Aviação. Ele ganhou o título porque construiu o 14-Bis, primeira aeronave com motor e hélice controlada pelo homem. Em 23 de outubro de 1906, na França, voou distância de 221 metros. Antes, havia elaborado série de modelos de dirigíveis.

Também inventou o primeiro ultraleve, chamado Demoiselle (última aeronave desenvolvida pelo brasileiro). Dumont foi o responsável por importantes avanços na controlabilidade de aviões, como o uso efetivo de ailerons (partes móveis das asas de aeronaves). Tempos depois, descobriu que seus projetos estavam sendo utilizados na guerra, o que o deixou insatisfeito e fez com que os problemas de saúde piorassem, ocasionando em sua morte.

OUTROS INVENTORES - Nos Estados Unidos, os irmãos Orville e Wilbur Wright realizaram voo em máquina arremessada por meio de uma catapulta. A fim de comprovar o sucesso da invenção, apresentaram, em 1908, o avião Flyer e fotos do voo, afirmando que teriam sido tiradas em 1903. Apesar da rivalidade, todos foram importantes para a criação do avião atual.

Uma viagem entre as cidades de Doha (Catar) e Auckland (Nova Zelândia) é considerada o voo comercial mais longo já registrado. A jornada leva cerca de 16 horas e 23 minutos para ser realizada;

O maior avião de passageiros do mundo é o A380, capaz de transportar 491 pessoas. Ele mede 73 metros de comprimento e 24 metros de altura, com velocidade que chega até 1.020 km/h;

Leonardo da Vinci, no século 15, fez os primeiros esboços de uma máquina capaz de voar carregando um ser humano.

Consultoria de Edson Luiz Gaspar, coordenador do curso de Aviação Civil da Universidade Anhembi Morumbi, e de Leopoldo da Costa Duarte Filho, professor de Física do Colégio Piaget, em São Bernardo.  



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