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Estado liberará celular em sala de aula


Wilson Marini
Da APJ

16/10/2017 | 07:00


A Assembleia Legislativa aprovou na semana passada, por unanimidade, proposta que permite o uso de aparelhos celulares em salas de aula das escolas estaduais, no período de aulas, mas apenas para atividades escolares. O projeto atende a pedido da própria Secretaria Estadual da Educação, que considera o impedimento contraditório em relação a programas que disponibilizam aos estudantes conteúdos educacionais digitais via internet. O projeto altera a Lei 12.730, de 2007, em vigor, que proíbe o uso de telefone celular nos estabelecimentos de ensino do Estado durante o horário de aulas. Para a proposta entrar em vigor, necessita ainda de regulamentação e da sanção pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Adequação ao tempo
O secretário José Renato Nalini defende que o acesso a informações, a produção e compartilhamento de conteúdo, por meio de celulares e tablets, fazem parte cada vez mais da rotina da população, e que isso não pode mais ser ignorado pelos gestores administrativos e pedagógicos das escolas do Estado. “O ensino prelecional está sendo questionado em todos os ambientes”, diz ele. “Se quisermos manter o aluno interessado em aprender, temos de usar a linguagem dele, de seu tempo.”

Polêmica antiga
Desde o advento da internet e da telefonia móvel, em meados dos anos 1990, o uso de celulares para fins pedagógicos é uma polêmica recorrente entre educadores, gestores, pais e alunos. A corrente que defende a liberação argumenta que o uso do aparelho pode auxiliar as pesquisas dos alunos e o ensino pelo professor. Os que se posicionam contra se baseiam no temor de que o professor possa perder o controle sobre o uso em sala de aula. Alunos poderão desviar a finalidade para outras funções permitidas pelos aparelhos, por meio da navegação e interatividade em redes sociais. O debate continua.

Inclusão digital distante
É preciso não perder de vista a necessidade da inclusão digital para que uma parte dos alunos não seja discriminada em sala de aula. Relatório sobre economia digital divulgado esta semana pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento aponta que 41% da população brasileira ainda não é usuária da internet.

CPI alerta o Detran
A Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa criada para investigar fraudes do Detran (Departamento de Trânsito) finalmente aprovou o seu relatório final, na quarta-feira. Elaborado pelo deputado Marco Vinholi (PSDB), o documento sugere “maior transparência” no órgão, redução do valor cobrado para a expedição da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e disponibilização ao público de tabela com os preços de todos os serviços prestados. Vinholi afirmou que o Detran “tem muito a caminhar no serviço de transparência” e que deve investir em tecnologia para aprimorar o serviço prestado. A CPI foi presidida por Caio França (PSB). O relatório será encaminhado ao governador Geraldo Alckmin, ao Ministério Público e entidades.

Amigas da internet
São José dos Campos é a quarta colocada em ranking nacional das cidades com melhores condições para internet do País, segundo estudo da Consultoria Teleco, que avalia a expansão da conectividade no País. O estudo Cidades Amigas da Internet identificou, entre os 100 maiores municípios brasileiros, aqueles que mais estimulam a oferta de serviços de telecomunicações. Foram avaliadas as restrições, burocracia, prazo e onerosidade para a implantação de novas tecnologias. “São José dos Campos não tem restrições em comparação com os outros municípios, que possuem exigências no processo de autorização para a implantação das torres de sinais”, diz Eduardo Tude, presidente da Teleco. O ranking é liderado por Uberlândia, em Minas Gerais.

Melhores para investir
A quarta edição do estudo “Melhores Cidades para Fazer Negócios”, da consultoria Urban Systems, publicado este mês pela revista Exame, aponta as 100 cidades brasileiras acima de 100 mil habitantes com maior potencial para a realização de novos negócios. Os critérios são: desenvolvimento econômico, desenvolvimento social, capital humano e infraestrutura. A Capital paulista lidera o ranking, que contempla diversas cidades paulistas nos primeiros 50 lugares: São Caetano, Barueri, Campinas, Jundiaí, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, Indaiatuba, São José dos Campos, Piracicaba, Araras e Bauru. 



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