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Arte de soltar a voz

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No universo de sons e melodias há inúmeros
apaixonados, incluindo pequenos cantores


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

15/10/2017 | 07:00


Vozes distintas que, juntas, formam um só som. Esse é o objetivo do coral, grupo que reúne várias pessoas para cantar, cada uma delas em seu próprio tom vocal. A ideia passa pelo intuito de se divertir observando as possibilidades melódicas que aparecem ao longo dos encontros, buscando equilíbrio entre as semelhanças e diferenças.

No coral (ou coro) há algumas divisões, conforme o tom de voz. Cantar nesse tipo de formação é forma democrática de se fazer música, porque todos temos a voz, que também é um instrumento. Cantar não é como falar normalmente. Existem técnicas para que isso aconteça, até porque o corpo todo trabalha. Saber respirar direito é característica importante para os adeptos. É nessa hora que entra o trabalho do diafragma (pedaço de músculo que separa a caixa torácica, onde ficam o coração e os pulmões). Sabendo usá-lo, a pessoa canta e respira ao mesmo tempo, sem que fique sem ar. Tudo exige técnica e muito treino.

Nesse universo de sons e melodias há inúmeros apaixonados pela atração, incluindo pequenos cantores. Os irmãos Manuela e Miguel de Azevedo Marques Périco, de 11 e 7 anos, respectivamente, integram as aulas de canto no Grupo Vocal Lilás, de São Bernardo, há um ano. “Nasci em uma família onde todos cantam. Sempre gostei, até o dia em que quis me aperfeiçoar. Não demorou nem uma semana para que meu irmão quisesse fazer as aulas também”, conta Manuela, que acompanha o canto com o teclado. No repertório da dupla não faltam músicas da MPB (Música Popular Brasileria) e clássicos do Rei do Pop Michael Jackson (1958-2009).

Mas cantar não é tão simples quanto parece. “A gente aprende a respirar corretamente e a usar o diafragma ao invés dos pulmões. Por isso precisa de bastante treino”, explica Miguel, cujo sonho é seguir na carreira artística quando for adulto.

Outro apaixonado pela música é Nícolas Nunes Fernandes, 11, que, desde os 6 anos, estuda e faz parte do coral do Espaço Cultural de Artes, de São Caetano. “Ficava muito na casa de meu avô e ele me incentivava a cantar músicas antigas. Isso fez eu querer me aprimorar.” O garoto divide o tempo do ensaio praticando também flauta, bateria, teclado e violão.

Companheira de escola de música de Nícolas, a amiga Manuela Magalhães Ponzoni, 8, canta há um ano. “Entre as minhas músicas preferidas estão Kusimama, que é africana.” Segundo ela, depois que ingressou no projeto do espaço cultural local notou ganhos na escola também. “Fiquei mais à vontade para falar em público e melhorei minha postura.” Manuela também se diverte no piano, flauta, vilão e violino. “Aqui aprendemos o lado B do disco”, brinca.

TIPOS - Vozes mais graves são fortes e grossas. Já as mais finas são conhecidas como agudas. Há ainda aquelas que não são nem uma nem outra e ficam em determinação intermediária. Por isso, cada integrante do coral canta no seu tom, fazendo essa junção. No entanto, é importante frisar que, mesmo tendo o timbre da voz mais grosso ou mais fino, todos podemos alcançar as sete notas musicais (Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá e Si), respeitando o tom mais adequado para cada um.

Instrumentos ajudam a compor a sonoridade dos grupos. Piano e percurssão são elementos básicos que geralmente acompanham os corais em ensaios e apresentações. Quando não há instrumentos durante a performance é denominado que se trata de um coro de capela.

Há pessoas com mais facilidade para aprender, mas todos são capazes de cantar. Quanto mais novo, melhor e mais fácil é o aprendizado desse universo.

Cuidados simples garantem a cantoria

Assim como qualquer outra parte do corpo, as cordas ou pregas vocais merecem ser cuidadas, principalmente por aqueles que cantam. São elas as responsáveis pela emissão de som.

As cordas são um tecido musculoso situado no interior da laringe (órgão do sistema respiratório). Elas se desenvolvem completamente aos 18 anos.

Beber água é fundamental para manter a saúde da voz. Comer maçã, por exemplo, antes da ação pode ser uma boa. Evitar doces, como chocolate, também ajuda a ‘limpar’ a voz, ou seja, mais clara para quem ouve, assim como frutas ácidas.

Aqueles que fazem parte do coral ou que cantam solo fazem sempre ritual: aquecem a voz. Isso nada mais é do que fazer exercícios específicos que mexem com as cordas vocais e evitam lesões.

Todas essas informações são valiosas a todos, já que a voz é a principal comunicação do ser humano.

Ouvir música, cantar ou tocar algum instrumento fazem com que o cérebro faça ‘ginástica’, ficando mais rápido, elevando o nível de concentração e raciocínio e promovendo a socialização;

Em geral, no coral adulto, o tenor é o homem de voz aguda, o baixo são aqueles que têm a voz grave e o barítono, a intermediária. Nas mulheres a divisão é entre a soprano (aguda), mezo (média) e as contraltos (graves);

A voz na infância sofre alterações até alcançar a puberdade (entre 13 e 15 anos, em média), quando se é definido o tipo vocal de cada pessoa.

Consultoria das regentes de coral e educadoras musicais Miriam Solange Vieira, do coral Grupo Viocal Lilás, de São Bernardo; Tânia Bertassoli, do Espaço Cultural de Artes, em São Caetano, e Ana Paula Guimarães, do Coral Boreal, de Diadema.  



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