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Inflação acumulada é a menor em 19 anos

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Neste ano, IPCA variou 1,78%; nos nove primeiros meses de 2016, índice estava em 5,71%


Gabriel Russini
Especial para o Diário

07/10/2017 | 07:16


O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial da inflação do País, acumulou 1,78% neste ano até setembro. O percentual é o menor para os primeiros nove meses de um ano desde 1998. De janeiro a setembro de 2016, o índice havia somado 5,51%. Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No acumulado de 12 meses, o IPCA atingiu 2,54%, enquanto que, em igual período do ano passado, estava em 8,45%.

Especialistas dizem que os resultados são positivos e demonstram, ainda, que o ano deve encerrar com índice abaixo dos 3%, o que é patamar de países desenvolvidos economicamente. Os fatores que o influenciaram, no entanto, refletem estagnação na economia e pé no freio do consumo. “Qualquer recuperação de poder de compra da população tem de estar associada com o aumento da produtividade, se isso não ocorrer, o percentual baixo não vai fazer tanto sentido”, avaliou o economista da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) Silvio Paixão. “Não podemos esquecer que ainda temos 13 milhões de desempregados.”

Na rede social Twitter, o presidente Michel Temer (PMDB) comemorou o resultado do índice. “Inflação acumulada no ano é a mais baixa em 19 anos. Reflexo da política econômica adotada quando assumi o governo.”

Em setembro, o IPCA avançou 0,16% ante agosto, que havia registrado 0,19%. No nono mês de 2016, porém, o indicador estava em 0,08%. A maior influência positiva foi do grupo de transportes, com variação de 0,79%, muito em razão dos efeitos do furacão Harvey, que devastou cidades do Texas e da Louisiana e deixou inoperantes refinarias e oleodutos. Como a política atual da Petrobras prevê equiparar valores com o mercado internacional, os combustíveis subiram 1,91%, impacto de 0,10 ponto percentual no cálculo. Em média, o litro da gasolina encareceu 2,22%. “A gasolina aumentou menos do que no mês anterior, mas ainda subiu com força, assim como diesel e etanol”, afirmou o gerente de índices e preços do IBGE, Fernando Gonçalves.

Os valores das passagens aéreas também ficaram mais ‘salgados’, após encarecerem 21,9%, impacto de 0,07 ponto percentual.

POR OUTRO LADO - Dos nove grupos analisados, apenas dois verificaram queda. O de alimentos e bebidas caiu 0,41%, sendo essa menos intensa do que a registrada em agosto, de 1,07%.

Os preços foram puxados para baixo devido à safra boa e ao tempo quente, que fez com que os preços cobrados fossem menores para evitar perdas. Na avaliação do economista e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia Ricardo Balistiero, neste caso, o panorama é favorável para os que têm menor poder aquisitivo. “Com preços mais baixos, essas pessoas terão mais acesso às compras.”

O grupo habitação também recuou, 0,12%, impulsionado por queda de 2,48% no custo da energia elétrica, devido à entrada em vigor da bandeira amarela, o que reduziu a cobrança adicional de R$ 3 para R$ 2 a cada 100 quilowats/hora consumidos.

Para este mês, no entanto, a tendência é a de que haja pressão no IPCA, já que irá vigorar o patamar dois da bandeira vermelha, com R$ 3,50, devido à escassez de chuvas e ao acionamento mais intenso de termelétricas. 



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