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Saída da equipe econômica significaria acelerar a catástrofe, diz economista

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


19/05/2017 | 17:11


Um eventual desembarque da equipe econômica do governo significaria "acelerar a catástrofe" que atingiu a recuperação econômica do Brasil nesta semana, em decorrência da delação da JBS envolvendo o presidente Michel Temer, avalia o economista e presidente da Macroplan, Claudio Porto.

Por isso, o profissional entende que tanto o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, quanto o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, devem permanecer, "para evitar o pior". "O mercado está olhando bem de perto esta situação, esperando que eles fiquem para conter os danos. Nesta confusão toda, creio que Meirelles está preservado. Ele é muito experiente e entende muito sobre questões de compliance", afirmou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. "Eles (equipe econômica) estão com uma postura muito correta. A equipe é de primeira qualidade, mas sozinhos eles não resolvem", afirmou.

O conteúdo das gravações divulgadas na quinta-feira, 18, em que Temer e Joesley conversam sobre relações com políticos e membros do judiciário, acabou com qualquer perspectiva de governabilidade, avalia Porto. "Temer não consegue montar uma base de sustentação política, a não ser à base do pior fisiologismo. Politicamente ele está muito frágil e os agentes políticos e econômicos estão paralisados. Se tiver uma solução rápida e de qualidade, a agenda de reformas pode ser salva, mas no curtíssimo prazo, elas não têm nenhuma condição de prosperar."

Observando um horizonte mais amplo, o economista apontou que o mercado pode se beneficiar deste "novo patamar de sofisticação das investigações, com operações controladas". "A médio e longo prazo, será positivo para a renovação do capitalismo brasileiro, interrompendo algumas práticas bastante generalizadas, como apadrinhamento e impunidade", avaliou.



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