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Greve porque é grave


Rodolfo de Souza

03/05/2017 | 22:52


 Confesso que extraí da internet o título deste texto, cuja inspiração para produzi-lo veio do fato de o País ter parado na sexta-feira. Claro que governo e mídia tendenciosa trataram logo de rebater a afirmativa como forma de difundir o desânimo e calar a boca das lideranças que se empenham em promover a luta pelo que não consideram justo nas medidas que visam reformar as leis trabalhistas e a Previdência. Não que se deva apostar todo o minguado dinheiro na intenção dessas lideranças, mas que é preciso depositar um grama que seja de confiança em alguém, lá isso é. Até porque o povo não tem a quem recorrer nem para onde fugir. Talvez arrumar um barquinho, bancar o refugiado e partir para o velho mundo fossem a saída, não sei.

Há um segmento da sociedade que chama esse mesmo povo de massa de manobra, que serve unicamente para fortalecer a esquerda para que esta tome o poder e prossiga com a bandalheira, uma vez empossada. Na verdade, ninguém sabe. Só impera nos corações dessa gente a certeza de que os homens que estão no comando empenham-se, como têm se empenhado por décadas, em levar a Nação à bancarrota em benefício próprio. Isto é fato. Não há, inclusive, como contestá-lo. Até mesmo quem não tolera a esquerda comedora de criancinhas está aflito e almeja ver a situação fora dos palácios, enquanto seus negócios ainda respiram e o rico dinheirinho ainda pinga.

O ministro disse que não houve greve, o que houve foi uma baderna geral. Como ele definiria, então, tudo o que acontecia na calada da noite e que hoje é negociado à luz do dia, lá no Planalto Central desta imensa Pátria? Ou será que não pensou nisso ainda? Provavelmente tenha pensado. Contudo, é preciso cautela, uma vez que é dessa fantástica fábrica de maracutaias e propinas que vem o seu gordo salário.

Mas ao povo é dado o direito de calar-se e aceitar, porque toda medida governamental é, sem dúvida, pensada e discutida à exaustão, visando exclusivamente o seu bem-estar. Assim querem que acreditemos, afinal, embora os fatos e a vida dura estejam aí para afugentar o sono e provar que só bucha vem do distrito cravado propositadamente no centro do País, distante das grandes populações e do maior centro financeiro desta terra.

Logicamente que brasileiro é feliz e propenso a acreditar no futuro. Habituou-se, inclusive, com uma vida mergulhada num sem fim de crises, longe de conhecer o significado da expressão tranquilidade econômica em que a fartura lhe permite repousar em paz. Há sempre um demônio lhe puxando por uma perna, seja ele o fantasma das reformas que levará o povo de vez à falência; seja o aumento de preços e impostos aviltantes que, da mesma maneira, tolhem seu crescimento; seja a escalada da violência, fruto de tudo o que leva à ultrajante desigualdade social; seja a escandalosa decadência das instituições públicas; seja o fracassado sistema educacional; seja a corrupção desenfreada que subtrai recursos de municípios, Estados e federação; seja tudo isso junto.

Depois ainda afirmam que o povo não deve fazer greve para não causar prejuízo ao País. Bom seria se o sindicato dos governantes desta terra de meu Deus promovesse uma greve... Um dia que fosse, caro leitor! Dia memorável este em que veríamos nosso Brasil crescer de verdade!



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