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Blatter revela encontro com membros da Justiça dos EUA e nega ser investigado

Divulgação/Fifa Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


21/04/2017 | 13:18


Joseph Blatter se encontrou com membros do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, mas declarou que não é um suspeito na investigação sobre corrupção na Fifa. "Eu nunca fui um suspeito e estive sob investigação pela Justiça americana. Nunca", afirmou, nesta sexta-feira, o ex-presidente da Fifa.

"Fui investigado por dois ou três assuntos, mas não há crimes. Assim, o único caso que tenho pendente é o caso da Suíça", acrescentou Blatter, ao oferecer alguns detalhes sobre as investigações dos EUA e da Suíça que sacudiram a Fifa há quase dois anos, e que provocaram sua saída do cargo.

Blatter se reuniu com jornalistas duas semanas após a Fifa culpar a sua administração, e seus escândalos de corrupção, pelo prejuízo de US$ 369 milhões registrados no balanço de 2016 da entidade.

Em uma defesa apaixonada de seu mandato de 18 anos, Blatter deu a entender que a Fifa "prometeu dinheiro demais para as federações", e argumentou que contratos com grandes patrocinadores como Wanda e Qatar Airways foram negociados por sua administração.

Apesar dos êxitos comerciais, os 40 anos de Blatter como dirigente da Fifa também serão lembrados pelos escândalos. O suíço não está diretamente envolvido nas duas acusações do Departamento de Justiça dos EUA de 2015. Nesses documentos, são mencionados um pagamento de US$ 10 milhões realizado através de contas da Fifa em 2008 para autoridades do futebol norte-americano como subornos relacionados com a candidatura da África do Sul para sediar a Copa do Mundo de 2010.

"Eu não estava envolvido nisso", disse Blatter, indicando que ele e seus advogados não tiveram contato com autoridades norte-americanas "desde outubro ou novembro". "Meu advogado disse que eles têm que parar de me bater como um saco entre os interesses dos EUA e os interesses da Suíça e os interesses da Fifa", disse o ex-dirigente de 81 anos. "Assim, o único caso que tenho pendente é o caso suíço".

As autoridades suíças abriram um processo criminal contra Blatter em setembro 2015 por suspeita de malversação, relacionada a um pagamento de US$ 2 milhões que autorizou em 2011 ao então presidente da Uefa Michel Platini. Após este pagamento, ambos foram suspensos do futebol por comportamento antiético. A Justiça suíça também está investigando a venda subvalorizada dos direitos televisivos da Copa do Mundo para o Caribe na época em que Jack Warner presidia a Concacaf.

Blatter indicou, porém, que a investigação não avançou. "Eu não escutei nada, meu advogado não escutou nada sobre isso", afirmou. Em vez disso, ele declarou que tem ajudado os investigadores suíços a "esclarecer alguns dos casos que estão abertos".

"Fui interrogado e serei interrogado no futuro", disse. "Eu não posso fornecer detalhes, mas eu sou apenas uma pessoa que lhes dá informações".

O Ministério Público suíço também fez denúncias contra Franz Beckenbauer e outras autoridades alemãs da candidatura para a Copa do Mundo de 2006, e contra ex-secretário-geral da Fifa sob Blatter, Jérôme Valcke.



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