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Diadema atrasa de novo CPI da Contex


Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

21/04/2017 | 07:00


A Câmara de Diadema, presidida por Marcos Michels (PSB), atrasou em pelo menos mais uma semana a instalação da CPI que investigará contrato do governo do prefeito Lauro Michels (PV) com a construtora Contex, de propriedade de ex-assessores de políticos ligados ao verde.

A apreciação do projeto de resolução que formaliza a abertura da comissão se arrasta desde o dia 13 e não ocorreu na sessão de ontem, como havia previsto Marcos. A demora se deu, segundo o socialista, porque o bloco PPS-DEM, encabeçado pelo oposicionista Companheiro Sérgio (PPS), protelou a indicação do representante da bancada na comissão.

A presidência da Câmara alega que o ofício solicitando a apresentação do integrante do bloco na CPI foi entregue a Companheiro Sérgio há duas semanas. O popular-socialista, contudo, diz que foi comunicado apenas ontem pela chefia da Casa. “Recebi o ofício hoje (ontem) e já indicamos o vereador (Jeocaz Coelho Machado) Boquinha (PPS) para a comissão”, justificou.

Questionado, Marcos Michels afirmou que não sabia que o bloco já havia indicado representante. O regimento interno estabelece, entretanto, prazo de cinco dias – a contar do aval do jurídico ao requerimento que pede a abertura de CPI – para que a mesa diretora elabore o projeto de resolução e instaure a comissão. As regras internas do Legislativo diademense também encarregam nominalmente o presidente da Casa de indicar os representantes da comissão.

A CPI tem como objetivo apurar se há irregularidades em acordo, de R$ 148 mil, entre o Paço e a construtora Azyal Construções Civis, também conhecida como Contex, feito em 2014, por meio de carta-convite, para reforma de telhados de ginásios municipais. O Diário mostrou com exclusividade no dia 13 de março que o dono da firma, Jerri de Souza, é filiado a um dos principais partidos aliados do governo Lauro, o PSDB. O tucano foi cabo eleitoral do ex-vereador José Dourado (PSDB), ex-líder da gestão verde na Câmara.

A suspeita é a de que a firma seja fantasma, uma vez que a sede da empresa remete a conjunto de casas comuns no bairro Eldorado. Entre as residências está a do próprio Jerri.

A oposição também visa saber se os serviços foram executados. Ao Diário, funcionários dos complexos esportivos, como o Ayrton Senna, no Centro, relataram que as coberturas nunca sofreram intervenções.

Secretário de Esportes à época da assinatura do contrato, Marcos Ferreira da Silva, o Marquinhos da Liga, negou que o contrato com a Contex previa troca dos telhados dos ginásios municipais, mas apenas “pequenos reparos”. 



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