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Construção civil fecha 4.978 postos em 12 meses

Grande ABC mantém ritmo de queda e elimina 320 vagas formais em fevereiro


Gabriel Russini
Especial para o Diário

21/04/2017 | 07:06


A indústria do setor de construção civil extinguiu 4.978 postos com carteira assinada no período de 12 meses encerrados em fevereiro, o que equivale a cerca de 13 cortes por dia. No segundo mês de 2016, havia 45.661 profissionais como funcionários das construtoras da região. Em fevereiro, porém, o estoque de trabalhadores baixou para 40.863. Os dados foram levantados pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) em parceria com a FGV (Fundação Getulio Vargas), com base em informações do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Considerando o desempenho do segundo mês do ano, frente a janeiro, São Bernardo amargou a maior redução, com 121 baixas, seguida por Santo André, com 63, e Diadema, com 54. Ribeirão Pires teve 49 demissões e, Rio Grande da Serra, 33.

Ao todo, fevereiro registrou a perda de 320 postos no Grande ABC. Para efeito de comparação, no mesmo período do ano passado, de acordo com o levantamento do SindusCon-SP, o setor havia verificado a geração de 303 empregos.

Na região, apenas São Caetano e Mauá registraram saldo positivo, com a geração de 181 e 12 postos de trabalho.

Questionado sobre o desempenho de São Bernardo, Joaquim Fernandes da Rocha, diretor financeiro do Sintracon (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil) de São Bernardo e Diadema, acredita que o mau momento do segmento está atrelado às crises política e econômica, e às novas gestões municipais, que estão enxugando os custos.

“Somando a região do Centro, onde está a obra do Projeto Drenar, e o Ribeirão dos Couros, com a construção do piscinão, havia cerca de 300 pessoas trabalhando, hoje só 60 estão na ativa. Em canteiros para 150 operários, apenas dez continuam, a exemplo dos da Heleno & Fonseca. Assim fica difícil.” Ainda de acordo com Rocha, o estoque de trabalhadores na cidade, que estava em 18 mil por volta de 2013, agora está próximo de 7.000.

Para a diretora regional do SindusCon-SP, Rosana Carnevalli, o atual momento na indústria automotiva, carro-chefe da economia da região, comprova mais uma vez a dificuldade de recuperação da construção civil. “Enquanto outros setores já começaram a indicar retomada, o nosso (construção civil) ainda está parado (aguardando a retomada da indústria). O setor é o primeiro a cair e o último a reagir. Em época de crise, a compra ou troca de um imóvel não costuma ser prioridade”.

PAÍS

No Brasil, a construção eliminou 14.070 vagas, queda de 0,56% em relação a janeiro. isso significa que o Grande ABC representa 2,27% desse total.

Trata-se da 29ª queda consecutiva, deixando o estoque de operários do setor em 2,48 milhões. Em relação a fevereiro de 2016, houve queda de 13,95%. Em outubro de 2014, primeiro mês de variação negativa, o estoque era de 3,57 milhões de operários.
A indústria do setor de construção civil extinguiu 4.978 postos com carteira assinada no período de 12 meses encerrados em fevereiro, o que equivale a cerca de 13 cortes por dia. No segundo mês de 2016, havia 45.661 profissionais como funcionários das construtoras da região. Em fevereiro, porém, o estoque de trabalhadores baixou para 40.863. Os dados foram levantados pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) em parceria com a FGV (Fundação Getulio Vargas), com base em informações do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Considerando o desempenho do segundo mês do ano, frente a janeiro, São Bernardo amargou a maior redução, com 121 baixas, seguida por Santo André, com 63, e Diadema, com 54. Ribeirão Pires teve 49 demissões e, Rio Grande da Serra, 33.

Ao todo, fevereiro registrou a perda de 320 postos no Grande ABC. Para efeito de comparação, no mesmo período do ano passado, de acordo com o levantamento do SindusCon-SP, o setor havia verificado a geração de 303 empregos.

Na região, apenas São Caetano e Mauá registraram saldo positivo, com a geração de 181 e 12 postos de trabalho.

Questionado sobre o desempenho de São Bernardo, Joaquim Fernandes da Rocha, diretor financeiro do Sintracon (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil) de São Bernardo e Diadema, acredita que o mau momento do segmento está atrelado às crises política e econômica, e às novas gestões municipais, que estão enxugando os custos.

“Somando a região do Centro, onde está a obra do Projeto Drenar, e o Ribeirão dos Couros, com a construção do piscinão, havia cerca de 300 pessoas trabalhando, hoje só 60 estão na ativa. Em canteiros para 150 operários, apenas dez continuam, a exemplo dos da Heleno & Fonseca. Assim fica difícil.” Ainda de acordo com Rocha, o estoque de trabalhadores na cidade, que estava em 18 mil por volta de 2013, agora está próximo de 7.000.

Para a diretora regional do SindusCon-SP, Rosana Carnevalli, o atual momento na indústria automotiva, carro-chefe da economia da região, comprova mais uma vez a dificuldade de recuperação da construção civil. “Enquanto outros setores já começaram a indicar retomada, o nosso (construção civil) ainda está parado (aguardando a retomada da indústria). O setor é o primeiro a cair e o último a reagir. Em época de crise, a compra ou troca de um imóvel não costuma ser prioridade”.

PAÍS

No Brasil, a construção eliminou 14.070 vagas, queda de 0,56% em relação a janeiro. isso significa que o Grande ABC representa 2,27% desse total.

Trata-se da 29ª queda consecutiva, deixando o estoque de operários do setor em 2,48 milhões. Em relação a fevereiro de 2016, houve queda de 13,95%. Em outubro de 2014, primeiro mês de variação negativa, o estoque era de 3,57 milhões de operários.
 



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