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Economia

Publicado em sexta-feira, 21 de abril de 2017 às 07:30 Histórico

GM demite em torno de 50 operários que estavam na ativa

A GM (General Motors) de São Caetano demitiu ontem cerca de 50 funcionários da ativa. Ou seja, esses trabalhadores não fazem parte do grupo que estava de lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho) e recebeu telegrama com a notícia da rescisão de contrato. A informação é de empregados que pediram para não ser identificados.

Conforme o Diário publicou na quarta-feira, dos cerca de 750 operários que estavam em lay-off e receberam telegramas, 400 têm estabilidade pelo fato de serem lesionados e ficariam em licença-remunerada por tempo indeterminado. Dos demais 350, a maior parte seria demitida, enquanto que outra parcela, reintegrada ao chão de fábrica.

Embora o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Francisco Nunes, tenha dito que algumas pessoas poderiam ser desligadas para que outras do lay-off ocupassem seus lugares, ontem ele afirmou que ainda não havia sido avisado sobre os cortes nem de quantos teriam sido.

Em fevereiro, a montadora norte-americana selou acordo com seus empregados, por meio do sindicato, para permanecer na cidade até 2028, pelo menos. Além disso, foi feita a promessa de investir US$ 3 bilhões para modernização da planta são-caetanense. Em contrapartida, a GM irá reduzir, gradativamente, o valor do adicional noturno, e trocará o reajuste salarial em 2018 por abono.

Os trabalhadores, porém, alegam que, durante a assembleia de anúncio desse acordo, o sindicato garantiu que só haveria demissões “caso a pessoa peça, por justa causa ou em caso de aposentadoria”, e que os empregos estariam garantidos até dezembro de 2018. “Eles não poderiam demitir. Não está certo isso. E é a falta do cumprimento da palavra que está revoltando todos os funcionários”, desabafa um deles.

De acordo com um metalúrgico desligado da GM na quarta-feira, que também pediu sigilo, ontem “por volta das 13h começaram a demitir mais ou menos uma pessoa por ‘time’ (grupos em torno de dez pessoas que exercem determinada função) e todas elas estavam fora do lay-off”. Ele afirma que, conforme a rádio-peão, há boatos de que funcionários do turno da noite também seriam dispensados, ou seja, o volume de desligados pode superar os 50 operários.

Nunes, que assinala que o sindicato não está ciente dessas demissões, diz que esta e outras questões serão discutidas em assembleia que acontecerá na terça-feira, às 6h, em frente ao portão 4 da GM.

Procurada pela equipe do Diário, a GM manteve a posição de que não comentaria o assunto.
 



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