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Verdadeiro gosto da Páscoa

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Chegada do feriado faz com que crianças aprendam a cozinhar próprios ovos e doces de chocolate


Tauana Marin

16/04/2017 | 07:19


Cheirinho de chocolate no ar. Hoje comemora-se a Páscoa e não tem como deixar de falar de um dos grandes símbolos da data: os ovos. Há exemplares de todos os tipos, tamanhos e gostos, basta escolher o que mais te interessar – seja por pacote ou recheio. Além dos itens que sempre lotam as lojas em todos os anos, também é possível fazer seus próprios ovos de chocolate. A atividade na cozinha pode ser muito divertida, além de resultar em deliciosas versões caseiras da guloseima típica desta época do ano. 

Apaixonados pelo universo culinário e por aprender receitas, a turminha que frequenta as aulas de culinária no espaço Tomazoni Gastronomia Sabor & Saber, em São Bernardo, aproveitou a chegada do feriado para levarem o chocolate para as bancadas. O objetivo? Personalizar seus doces presentes. Daniel Feltrin Martins, 11 anos, frequenta as aulas há 4 anos e já aprendeu que, apesar do ovo só levar chocolate em seu preparo, não é tão fácil de fazer, uma vez que é preciso se atentar às técnicas. 

“Na verdade preparar pratos doces sempre é mais difícil do que os salgados, pois qualquer erro nas quantidades faz diferença e fica mais complicado de ser corrigido. Além disso, é preciso ter equilíbrio para não ficar doce demais”, afirma, ressaltando a paciência para se chegar a um bom resultado. “Quando colocamos na forma é preciso esperar o chocolate secar para então colocar a segunda camada. Leva tempo mesmo.”

Aqueles que não querem fazer ovos podem produzir outras delícias com a matéria-prima. Micael Magnusson Moreira, 12, dá sugestão de fazer pão de mel, brownie (espécie de bolo tipicamente norte-americano), brigadeiro e trufas. “Tudo fica muito gostoso”, comenta o garoto que cozinha desde os 4 anos. “O segredo é praticar. Quanto mais a gente faz, melhor fica.”

DESAFIOS

Julia Miki Otiai, 8, e Emilly Siolla, 9, iniciaram as aulas há menos de dois anos e já conhecem as dificuldades em lidar com o chocolate durante os preparos. “Como é preciso derreter a barra e mexer com fogão, a ajuda de um adulto é importante, porque podemos nos queimar. Se for fazer no microondas também precisa ter cuidado para pegar a vasilha, pois fica muito quente”, aconselha Julia. A dica de Emilly é saber esfriar o doce. “Não pode ficar nenhum pedacinho de chocolate. É importante derreter tudo e mexer bastante com a espátula. Assim fica lisinho, brilhante e bonito de se ver.”

Os primeiros passos em cozinha profissional das irmãs Aline e Maria Eduarda Vieira de Mello Paschotto, 12 e 10 anos, respectivamente, foram dados neste ano. É a primeira vez que fazem ovos de chocolates. A ideia é repetir o processo na companhia do restante da família. “Nos divertimos cozinhando e saber fazer em casa é ainda mais legal, pois amamos chocolate. Nossa mãe nos ajuda no que precisamos e tudo se torna mais fácil. Parece até uma grande brincadeira”, conta Aline. 

Elementos típicos da data possuem significado religioso 

A chegada da Páscoa traz à tona elementos típicos da tradicional data, casos do coelho e dos ovos de chocolate. O que muita gente não sabe é que esses dois símbolos entraram na história há muito tempo. 

A primeira descrição do animal no período pascal ocorreu no fim do século 17, na Alemanha, mas a razão é desconhecida até hoje. O que se sabe é que, na arte cristã, o coelho pode representar a trindade (Pai, Filho e o Espírito Santo), o bem caçado pelo mal ou a fertilidade. Vale lembrar que a Páscoa, segundo os costumes do Cristianismo, relaciona a morte de Jesus Cristo na Sexta-Feira Santa com a sua ressurreição (no domingo).

O fato dos ovos serem de chocolate também tem explicação. Na época medieval, os pobres pagavam seu dízimo (tipo de tributo) com ovos e, na celebração, os pintavam para louvar a Deus. Foi no século 19 que foram criados os doces.

Outro símbolo é a colomba pascal, bolo típico em formato de cruz, que faz lembrar a morte de Jesus Cristo quando crucificado.

Consultoria de Helmut Renders, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo, de São Bernardo, e da chef de cozinha Ana Maria Tomazoni, de São Bernardo. 



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