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Por que determinados carros agradam tanto?

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vagner Aquino

14/04/2017 | 07:00


Enquanto o station wagon Audi A6 AllRoad vendeu apenas uma unidade no mês de março, de acordo com dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), diversos modelos têm média de 3.000 emplacamentos mensais. É evidente que torna-se impossível realizar qualquer tipo de comparação quando tais carros não pertencem a mesma faixa de preços. Mas, e quando são rivais diretos, por que uns são tão rejeitados pelo público consumidor e outros agradam tanto?

Para se ter ideia, só os três primeiros do ranking tiveram 33 mil transações de compra em março. São eles: Chevrolet Onix (14.745), Hyundai HB20 (10.638) e Ford Ka (8.021). Junto, o trio já comercializou mais de 86 mil unidades no acumulado do ano (três meses).

MOTIVOS
Como é de conhecimento geral, comprar carro no Brasil é um investimento bastante alto, por isso, a ação requer série de atenção em diversos aspectos, inclusive, valor de revenda, popularidade, tradição de marca e fácil manutenção. Talvez por isso, Toyota Corolla e os VW Gol e Voyage, entre outros, estejam na lista dos top ten no ranking nacional. Além dos méritos citados, todos eles unem fatores preponderantes na lista de exigências do consumidor na hora de fechar negócio: preço justo frente a concorrência, aliado a lista recheada de itens.

“A relação de volume dentro de um mesmo segmento depende de várias vertentes, como atualização do produto, pois os mais mais novos tendem a vender mais, e a percepção de valor (revenda)”, acrescenta a consultora automotiva Letícia Costa.

A boa mecânica também é primordial aos olhos de alguns consumidores. “Tenho dois New Fiesta na garagem e uma das principais razões da escolha é sua boa dirigibilidade”, enfatiza o comerciante Fábio Garcia de Oliveira, 57 anos, morador de São Bernardo. Da mesma opinião, partilha o engenheiro Jorge Luiz Gimenes, 62, de Santo André, que depois de anos como cliente Volkswagen, comprou seu primeiro Peugeot no comecinho dos anos 2000. “Já estou no meu terceiro (Peugeot) pois, além de ter bom desempenho, é um carro que me dá pouca manutenção, estou muito satisfeito.”

FÓRMULA?
Depois de ouvir os mais diferentes argumentos para justificar a escolha por determinado modelo, fomos atrás do consultor automotivo Paulo Roberto Garbossa, da ADK Automotive, para sondar se há uma fórmula específica para que um veículo atraia o consumidor. “Não!”, foi a resposta dele, que esclarece, “A compra soma vários fatores, um deles é ser o carro da moda, como o Honda HR-V, por exemplo. Outro chamariz é a realização de promoção por parte da montadora.”

Pegando o exemplo dos personagens entrevistados nesta reportagem, resolvemos questionar o especialista sobre fidelidade a um determinado modelo ou marca. “Não existe esse papo (fidelidade), uma vez que a compra do cliente é racional. Ele fecha negócio visando, sobretudo, se livrar de dores de cabeça com o produto”, diz Garbossa, que finaliza, “a fidelidade vai até onde não doer no bolso. Se há bom custo, o carro é bem visto.”



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