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Juros têm 5ª queda seguida e atingem 11,25% ao ano

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Corte de um ponto percentual, puxado pela inflação em queda, é o maior desde março de 2009


Gabriel Russini
Especial para o Diário

13/04/2017 | 07:15


O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) promoveu ontem a quinta queda consecutiva na taxa de juros que rege a economia brasileira, a Selic, ao reduzir o percentual de 12,25% para 11,25% ao ano. Trata-se do menor patamar desde setembro de 2014, quando a alíquota estava em 11%. O corte de um ponto percentual foi o maior desde março de 2009, no final do segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e auge da crise financeira internacional.

Por meio de nota, o BC afirmou que a diminuição da taxa está relacionada a mudanças na realidade da economia nacional. “O conjunto dos indicadores permanece compatível com a estabilização da economia no curto prazo. A evidência sugere uma retomada gradual da atividade econômica em 2017”.

A redução de um ponto percentual confirmou a expectativa do relatório Focus e de grande parte dos economistas. No início de março, o BC sinalizou que iria acelerar o ritmo da queda dos juros. Um dos principais fatores para as contínuas baixas da taxa é o processo de queda da inflação. “O comportamento da inflação permanece favorável, houve desinflação nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e a política monetária”, avaliou o BC.

A definição da taxa de juros pelo BC tem como objetivo o cumprimento da meta de inflação que é definida todos os anos pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para 2017 e 2018, a meta central do percentual inflacionário é de 4,5%, enquanto o teto é de 6%. No primeiro trimestre, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a inflação oficial medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 0,96%, menor valor para o período desde a implantação do Plano Real, em 1994. No acumulado de 12 meses encerrados em março, o indicador está em 4,57%.

Na avaliação do economista e professor da Fipecafi Raphael Piza, o mercado já esperava pelo resultado. “Neste momento, não há pressão inflacionária, o que consequentemente faz com que as taxas permaneçam mais baixas.”

Por outro lado, a variação pode gerar forte impacto na economia. “A queda do percentual faz com que investidores mudem de pensamento, uma vez que os títulos do governo já não valem mais como antes, e o setor produtivo passa a ser mais procurado, o que pode gerar mais empregos”, comentou Piza.

O economista acredita que a Selic chegue a 9% ao ano ao fim de 2017. Em contrapartida, o BC supõe que a trajetória atual de quedas faça com que os juros alcancem 8,5% em dezembro e se mantenham neste nível em 2018. Isso se o percentual da inflação se mantiver entre 4,1% e 4,5%, conforme espera o mercado.

ANÁLISES - Para o superintendente institucional da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Marcel Solimeo, o BC acertou na redução. “É uma ação completa para alavancar a economia e o desemprego.”

Na avaliação de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, a queda deve ser acentuada e contínua. “Esperamos que os tecnocratas do governo acentuem o movimento conforme o desejo do setor produtivo.”

Para Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, a Selic precisa cair ainda mais. “O Banco Central está fazendo seu papel ao aumentar o corte dos juros. No entanto, o Brasil tem pressa e há espaço para recuos ainda maiores da taxa, não podemos mais esperar .”


Banco do Brasil e Itaú anunciam reduções

Após a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de reduzir a taxa Selic para 11,25% ao ano, o BB (Banco do Brasil) anunciou que vai reduzir as taxas de juros para pessoas físicas e jurídicas. Esta é a terceira redução consecutiva no ano feita pelo BB. As novas taxas entram em vigor na segunda-feira, dia 17.

A queda mais expressiva foi para as linhas de crédito imobiliário pessoa física nas contratações do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e da carteira hipotecária. A nova taxa para as operações no âmbito do SFH passa a ser de 9,99% ao ano na faixa mínima, redução de 0,81 ponto percentual na comparação com os 10,80% praticados hoje. Para a faixa superior, a nova taxa passa a ser de 10,94% ao ano, ante os 11% ao ano que o banco cobrava até agora. Nos financiamentos da carteira hipotecária, a taxa cai de 11,80% ao ano para 10,90% ao mês no piso; e de 12,02% para 11,99% ao ano no patamar superior.

Os juros no crédito para aquisição de veículos por pessoas físicas vão reduzir de 1,28% ao mês para 1,23% ao mês, na faixa mínima, e de 3,86% ao mês para 3,81% ao mês no patamar máximo. Os juros para o cheque especial da pessoa física agora flutuam entre 4,31% ao mês no piso, e 12,84% ao mês no teto, ante 4,36% e 12,89% ao mês, cobrados até agora.

Para as pessoas jurídicas, as linhas do cheque ouro empresarial e giro rápido rotativo baixaram para 8,38% ao mês, ante os 8,43% cobrados até então. Na faixa superior, as taxas recuam de 13,60% ao mês para 13,55% ao mês.

O Itaú Unibanco anunciou o repasse integral do corte de um ponto percentual nos juros de suas linhas de crédito para pessoas física e jurídica. As novas taxas passam a valer a partir de terça-feira, dia 18, e vão impactar, de acordo com o banco, todos os clientes que usam o empréstimo pessoal e cheque especial. No caso das micro e pequenas empresas, haverá redução nas taxas do cheque especial e capital de giro.

Os clientes que têm cheque especial, cerca de 1,2 milhão de pessoas com histórico de pontualidade e bom relacionamento com o banco terão, ainda, redução de três pontos percentuais na taxa. O banco lembra que anunciou recentemente corte médio de quatro pontos em suas taxas do rotativo do cartão de crédito. Desde o início de abril, as taxas variam de 1,99% a 9,90% ao mês.

Os juros do parcelamento foram reduzidos em torno de dois pontos porcentuais, ficando entre 0,99% e 8,90% ao mês. Na semana passada, o Itaú também diminuiu sua taxa de crédito consignado, passando a operar com valores a partir de 2,14%. (das agências)



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